
A sessão ordinária da manhã desta quarta-feira (20) teve como destaque a aprovação da admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/2026, do governo do Estado, que altera as regras para a execução das emendas parlamentares impositivas destinadas aos municípios, com foco em transparência, rastreabilidade e controle dos recursos públicos.
Entre os principais objetivos da proposta estão: a fixação do limite de 1,55% da receita corrente líquida para as emendas individuais; a obrigatoriedade de conta bancária específica para cada emenda; a exigência de aprovação de plano de trabalho pelo Poder Executivo para a liberação de recursos; e o dever de os entes beneficiados comprovarem a regularidade das despesas perante os órgãos de controle.
Conforme a justificativa encaminhada pelo governo, as medidas têm o objetivo de atender determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O Executivo também argumenta que, sem a adoção das adequações, Santa Catarina poderá enfrentar impedimentos jurídicos para a execução de emendas parlamentares a partir de 2026, o que poderá resultar no bloqueio de repasses aos municípios.
Na sequência, a PEC 2/2026 terá o mérito analisado pelas comissões de Constituição e Justiça e de Finanças e Tributação.

