
A partir de 1º de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai iniciar as operações do Censo Agropecuário 2017, a principal e mais completa investigação estatística e territorial sobre a produção agropecuária, florestal e aquícola do país. Os detalhes sobre a pesquisa foram apresentados pelo chefe da unidade do IBGE em Santa Catarina, Alceu José Vanzella, aos integrantes da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (16).
A fase de coleta de dados do Censo Agro será realizada de 1º de outubro a 28 de fevereiro de 2018. Ao longo desses cinco meses, os recenseadores vão visitar mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários em todo o país para a aplicação dos questionários, uma média de três por dia.
O trabalho envolve o levantamento de informações sobre a área, a produção, as características do pessoal ocupado, o emprego de irrigação, o uso de agrotóxicos, o papel da agricultura familiar, entre outros temas.
“O último censo foi feito em 2007, ou seja, há 10 anos. Agora vamos visitar todos os estabelecimentos agropecuários e faremos uma fotografia atualizada do setor primário de todo o Brasil. A estimativa é visitar aproximadamente 200 mil estabelecimentos em Santa Catarina”, disse Vanzella.
Para a realização da pesquisa, o IBGE vai contratar temporariamente cerca de 26 mil pessoas em mais de 4 mil municípios brasileiros por meio de processos seletivos simplificados. Em Santa Catarina serão 966 contratações, a maioria delas para a função de recenseador, com 711 vagas.
A divulgação dos resultados preliminares do Censo Agropecuário 2017 deve ser feita em meados de 2018. O levantamento vai subsidiar a implantação do cadastro de estabelecimentos agropecuários e do Sistema Nacional de Pesquisas Agropecuárias. Isso permitirá a criação da Pesquisa Nacional por Amostra de Estabelecimentos Agropecuários, que vai a campo, anualmente, captar dados pormenorizados sobre receitas e despesas na produção, crédito e seguro rural, proteção de mananciais, conservação da fauna e flora, uso de agrotóxicos, técnicas de produção, além da situação social e familiar dos trabalhadores do campo.
O presidente da comissão, deputado Natalino Lázare (PR), destacou a importância da iniciativa. “Precisamos ter números e informações para planejar. O IBGE tem sido uma fonte de referência e de consultas. Esse censo vai permitir desenhar a nova realidade da agricultura de Santa Catarina. Estamos ansiosos pelos resultados.”
Na ocasião, a equipe do IBGE também tratou do projeto “Mudanças na Cobertura e Uso da Terra no Brasil”. O estudo possibilita verificar as alterações processadas na dinâmica das formas de ocupação e de organização do espaço do país. “É um trabalho pioneiro, desenvolvido pelo IBGE em Santa Catarina. Haverá uma integração com o Censo Agropecuário”, pontuou Vanzella.
Participaram da reunião os deputados Dóia Guglielmi (PSDB), Cesar Valduga (PCdoB), Mauro de Nadal (PMDB) e Padre Pedro Baldissera (PT). O encontro também contou com a presença de representantes da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc) e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc).
(Com informações do IBGE)

