Comunicação

Encontro com representante da ONU Mulheres discute diretrizes sobre feminicídio


Tatiani Magalhães
03/03/2016 - 18h34min

Encontro com representante da ONU Mulheres discute diretrizes sobre feminicídio

FOTO: Fábio Queiroz/Agência AL

Há um ano em vigor, a Lei do Feminicídio (13.104/2015), sancionada em março de 2015, foi tema da reunião realizada na manhã desta quinta-feira (3), na Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação de Santa Catarina (SST/SC). De iniciativa da ONU Mulher, o encontro faz parte do projeto piloto “Implementação do Protocolo Latino-Americano para investigação das mortes violentas de mulheres por razões de gênero no Brasil". Com a presença do Ministério Público e das Policias Civil e Militar, o grupo debateu estratégias nacionais para investigar, processar e julgar o feminicídio.
De acordo com a coordenadora Estadual da Mulher, Célia Fernandes, o encontro é o momento de cada setor apresentar suas propostas para criação de um modelo de protocolo. Segundo Célia, o projeto visa a definição das tratativas para a criação de um documento geral que servirá como modelo para todos os estados brasileiros. "Inicialmente seis estados, incluindo Santa Catarina, serão os estados-testes para adaptação dessas diretrizes”, mencionou.
Na ocasião, Célia salientou que a intenção é sensibilizar as instituições, para que dentro de um panorama geral apresentado pelos demais estados envolvidos – Maranhão, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro e o Distrito Federal – seja possível contemplar adaptações a legislação do feminicídio. "A ação busca o fortalecimento da lei", frisou.
Ao considerar o encontro de extrema  importância, o major Pablo Pereira, da Polícia Militar de Santa Catarina, ressaltou que a corporação já trabalha com diretrizes pautadas para o atendimento de ocorrências envolvendo a Lei Maria da Penha, e hoje busca juntamente com a Coordenadoria Estadual da Mulher discutir uma nova capitulação penal baseada na lei do feminicídio (lei qualificadora de homicídio).
Segundo o major, o encontro abordou possíveis políticas públicas contra violência doméstica, em especial contra a mulher. "Muito mais do que pautar procedimentos operacionais, a discussão engloba não apenas uma mudança de políticas públicas, mas de cultura, tanto organizacional quanto populacional."

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias