Comunicação

Biometria facial registrará frequência de acolhidos nas comunidades terapêuticas


Vítor Santos
27/09/2016 - 19h36min

Maria Lourdes de Souza, coordenadora do projeto Inovação na Atenção aos Dependentes de Substâncias Psicoativas

Maria Lourdes de Souza, coordenadora do projeto Inovação na Atenção aos Dependentes de Substâncias Psicoativas

FOTO: Luis Debiasi/Agência AL

As comunidades terapêuticas de Santa Catarina que integram o Projeto Reviver passarão a usar a biometria facial para registrar a frequência dos dependentes químicos acolhidos. Seis comunidades testarão a nova tecnologia. Todos os dias os internos serão fotografados utilizando um aplicativo de celular e as imagens enviadas à coordenação do Projeto Reviver, em Florianópolis. O registro da frequência será condição para o estado bancar os custos da internação.

O aplicativo foi apresentado às comunidades na tarde desta quarta-feira (27), no final do seminário promovido pelo Projeto Inovação na Atenção aos Dependentes de Substâncias Psicoativas, realizado no plenário Osni Régis do Legislativo barriga-verde. “É uma modalidade para dar mais agilidade no processo de identificação e no controle de frequência”, explicou Maria Lourdes de Souza, coordenadora do programa.

Segundo a professora, apenas três situações justificarão a ausência da foto: se o acolhido fugir, se estiver internado em um hospital ou em visita domiciliar. “Nós detectamos problemas na frequência, a comunidade informava o nome dos acolhidos e quando chegávamos na comunidade as pessoas não estavam lá”, descreveu Maria de Lourdes, acrescentando que o aplicativo utiliza o geo-referenciamento na composição da imagem. “Para evitar que o CPF de um acolhido apareça em duas comunidades simultaneamente”, justificou a coordenadora.

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