Outubro é reconhecido internacionalmente como o mês de conscientização e sensibilização pelas perdas gestacionais e neonatais, com destaque para o dia 15. A intenção é alertar para a necessidade de acolhimento de mães e pais que sofrem com a dor do luto pelo falecimento dos filhos durante a gestação ou ainda recém-nascidos, com até 28 dias de vida.
A ideia é dar visibilidade ao tema, considerado tabu, mesmo sendo recorrente. E também envolver profissionais de saúde e a sociedade em geral para que o assunto seja tratado com a sensibilidade que ele exige.
Para amenizar o sofrimento e respeitar o luto dessas famílias, hospitais e maternidades da rede pública de saúde de Santa Catarina são obrigados a garantir às mães de filhos natimortos acomodação em área separada das demais pacientes, como mulheres em trabalho de parto ou que já tiveram seus bebês. O direito também é assegurado às gestantes que tiveram diagnóstico de óbito fetal. A regra, prevista em lei aprovada pela Assembleia Legislativa, está em vigor no estado desde o ano passado.
Entrevistas com:
– Ana Paula Binder Brey;
– Marilia Borba Candaten, psicóloga;
– Luiz Fernando Vampiro (MDB), deputado licenciado, autor da lei.