O poeta simbolista Cruz e Sousa, um dos principais autores da literatura catarinense, completa nesta quinta-feira (24) 150 anos do seu nascimento. Filho de escravos, o escritor conquistou um espaço no cenário nacional da literatura e venceu o preconceito da sociedade do século XIX. Quando criança, Cruz e Sousa foi educado com ajuda dos ex-senhores da família — o Marechal Guilherme Xavier de Sousa e sua esposa Clarinda —, que deram ao então João da Cruz o sobrenome Sousa. Estudou no colégio Ateneu Provincial Catarinense, e, aos 20 anos, começou a trabalhar como jornalista. Mudou-se para o Rio de Janeiro por dificuldades financeiras. Em terras cariocas, foi rejeitado na academia brasileira de letras por sua obra ser, na época, considerada fora dos padrões, o que anos mais tarde o colocaria ao lado dos poetas vanguardistas franceses. Morreu em 1898 em Minas Gerais, aos 32 anos, vítima da tuberculose.