Nesta quarta-feira (9), a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa recebeu a médica doutora em neurologia e neurociência Katia Lin, que representa a Liga Internacional Contra a Epilepsia, para debater ações relacionadas à conscientização sobre a doença e os desafios para o tratamento em Santa Catarina.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a epilepsia é um distúrbio neurológico caracterizado por crises convulsivas recorrentes, geradas por uma atividade elétrica anormal das células cerebrais. As crises epilépticas podem ser de vários tipos, dependendo da área do cérebro afetada. A condição acomete de 1 a 2% da população mundial, e estima-se que cerca de 140 mil pessoas em Santa Catarina.
Na avaliação de Katia Lin, apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecer tratamento gratuito para os casos de epilepsia, existem vários desafios a serem enfrentados no estado, como a falta de medicações adequadas, de diagnósticos corretos e de atendimento de alta complexidade.
Durante a reunião com os parlamentares, a representante da Liga Internacional Contra a Epilepsia apresentou propostas de soluções para as principais demandas identificadas no estado. Katia Lin sugere educação continuada para profissionais da saúde, garantia de fornecimento contínuo de medicamentos anti-crises pelo SUS, programas de detecção precoce e diagnóstico adequado, além de políticas públicas de apoio psicossocial e conscientização.
O debate na Comissão de Saúde da Alesc foi proposto pelo deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), que também é médico neurologista.
O presidente do colegiado, deputado Neodi Saretta (PT), falou sobre o papel do Parlamento catarinense nesse contexto.
Entrevista com:
– Katia Lin, médica neurologista;
– deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), membro da Comissão de Saúde;
– deputado Neodi Saretta (PT), presidente da Comissão de Saúde.