Um decreto do Ministério da Justiça declarou como terra indígena uma área de 2.721 hectares entre os municípios de Saudades e Cunha Porã, no Oeste de Santa Catarina. Atualmente, as terras são ocupadas por 170 famílias de agricultores, que estão apreensivas com a notícia. Já as 31 famílias de índios guaranis que aguardam a decisão, vivem no interior de Chapecó, em terras cedidas por índios kaingag. A propriedade tem quatro hectares, espaço considerado por eles insuficiente.
Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Governo do Estado deve assinar o contrato de compra de uma área de 800 hectares no município de Bandeirante, no Extremo-oeste, para realocar os indígenas. Porém, alguns guaranis não aceitam viver em outro lugar a não ser a terra em conflito. O investimento previsto para a compra da área é de R$ 10 milhões. A terra é de apenas um proprietário e os recursos são de uma emenda coletiva de seis deputados federais da região. Preocupado com a situação, o deputado estadual Maurício Skudlark (PSD) quer propor uma audiência pública na região para ouvir todos os lados da questão.