Cento e cinquenta anos passaram desde o dia em que operárias norte americanas ocuparam uma fábrica de tecidos em Nova Iorque para exigir melhores condições de trabalho. Naquele oito de março a reivindicação feminina buscava redução da carga diária de 16 horas, equiparação salarial com os homens e tratamento digno dentro do ambiente profissional. A manifestação foi reprimida com violência e 130 tecelãs morreram para só assim a luta pelos direitos da mulher ganhar força. Ao longo do tempo as mulheres obtiveram ganhos significativos em representação política e direitos legais. No Brasil, mudanças importantes na legislação possibilitaram uma das maiores conquistas femininas: o direito ao voto em 1932. Hoje as brasileiras representam mais da metade eleitorado no país e tem a primeira presidente mulher da história. Apesar disso, a representação feminina na política ainda é bastante reduzida. Na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, por exemplo, apenas 10% das vagas são ocupadas por mulheres.