Oportunidade de emprego em frigoríficos no Oeste


17/01/2022 - 01h08min

Dificuldade para preencher postos de trabalho levou frigoríficos a buscar mão de obra entre imigrantes

Dificuldade para preencher postos de trabalho levou frigoríficos a buscar mão de obra entre imigrantes

Santa Catarina é um dos destinos mais procurados pelos imigrantes haitianos e venezuelanos devido à oferta de empregos em frigoríficos como o Friaves, em Nova Erechim, especializado em cortes de frango, que emprega 83 funcionários estrangeiros, dos quais 78 são haitianos. Assim como ocorre em outras empresas da região, a dificuldade para preencher alguns postos de trabalho motivou a busca por mão de obra imigrante que chegava pelo Norte do país. Os primeiros imigrantes foram contratados em 2013.

“Eles não falam fluentemente português quando chegam, mas com auxiliar e intérprete aprendem rápido, trabalham tranquilamente e bem”, avalia o coordenador de Recursos Humanos, Valdecir Celso Olejniski.

Os primeiros 32 funcionários haitianos foram recebidos no aeroporto em Chapecó em 2013 e obtiveram apoio da empresa e do Cras da cidade até conseguirem autonomia para viver em Nova Erechim. Gradativamente foram chegando mais haitianos, que recebem treinamento e documentação para trabalhar na cidade. “Antes de eles virem para trabalhar na empresa, nós tínhamos que ir a busca de trabalhadores a 50 quilômetros da cidade. Estava difícil conseguir mão de obra”, relata a analista de RH Jhenyfer Dagostini.

“Aqui não há preferência por estrangeiro ou brasileiro, e sim por aqueles que querem trabalhar”, salienta Valdecir. Ele assegura que na empresa há oportunidade de crescimento e que há haitianos trabalhando em todos os setores.

No total, a Friaves emprega 291 funcionários e processa 60 mil aves/dia – 70% da produção é exportada para África do Sul, Hong Kong e Ilhas Maldivas.

Sonhos são realizados em Nova Erechim
Residindo há nove anos em Nova Erechim, Stanley Cesar Chery (34) conta que vem realizando seus sonhos gradativamente. O trabalho no frigorífico Friaves deu a ele a oportunidade de estudar. Desde que chegou, em 2013, se esforçou para aprender português e não parou mais. Já fez curso de informática, auxiliar de escritório, recursos humanos e agora faz curso técnico em eletromecânica no campus do Instituto Federal de Santa Catarina em Chapecó.

Recém-casado com uma professora haitiana, que reside na França, Stanley teve como padrinhos de casamento o coordenador Valdecir Celso Olejniski e a analista de Recursos Humanos Jhenyfer Dagostini. Os compadres não escondem o orgulho do rapaz e de seu desempenho na empresa. 

“A vida no Haiti era difícil, morava na casa da minha mãe e eu queria independência, poder comprar o que queria, poder estudar e crescer na vida”, relembra. Stanley relata que hoje sua mãe reside na Europa, mas ainda há muitos parentes no Haiti que ele gostaria de ajudar. Sobre o futuro, salienta que não sabe ainda o que irá fazer. “Depende da minha esposa, vamos decidir se ela virá para cá ou se irei para lá. Gosto daqui, só não gosto do frio, mas acostumei.”

Reportagens relacionadas


Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias