Comunicação

Campanha reforça importância da sanidade agropecuária e mobiliza Parlamento catarinense


Valquíria Guimarães
05/05/2026 - 10h56min

Comissão de Agricultura e Política Rural.

Comissão de Agricultura e Política Rural.

Foto: Lucas Gabriel Diniz / Agência Alesc

Fortalecer políticas públicas voltadas à sanidade animal e vegetal ao longo do mês de maio e destacar o papel da agropecuária na garantia de alimentos seguros são os principais objetivos da campanha lançada pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). A iniciativa foi tema de debate na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira (5).

O encontro contou com a presença da presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, e do engenheiro agrônomo Alexandre Mess, gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal.  

Proposta pelo presidente do colegiado, o deputado Altair da Silva (PP), a ação busca engajar o Parlamento nas atividades do mês, que têm como foco a sanidade agropecuária e sua relação direta com a saúde da população.

Para o parlamentar, a defesa sanitária é uma política de Estado. “Santa Catarina é referência e tem um comprometimento efetivo com a sanidade animal e vegetal. A Cidasc lidera esse trabalho com excelência, sendo referência nacional”, afirmou. “Vamos aproveitar o mês de maio para intensificar ações que representam saúde para os catarinenses”, completou.

Lei institui campanha e reforça conceito de Saúde Única

Em 2026, a campanha chega à quarta edição, instituída pela Lei Estadual 18.484/2022, de autoria do deputado Altair da Silva. O eixo central é o conceito de Saúde Única, que integra solo, plantas, animais, meio ambiente e seres humanos — evidenciando que a segurança dos alimentos começa muito antes de chegar à mesa do consumidor.

Antes mesmo de cada refeição, um trabalho silencioso já foi realizado. Profissionais da Cidasc monitoram lavouras, acompanham a saúde dos rebanhos, fiscalizam agroindústrias, orientam produtores e atuam na prevenção de pragas e doenças que podem comprometer a cadeia produtiva e a saúde pública.

Segundo Celles Regina de Matos, a campanha também aproxima a sociedade desse trabalho. “A defesa agropecuária está diretamente ligada à saúde das pessoas. Quando protegemos lavouras, rebanhos e o ambiente, garantimos alimentos seguros e qualidade de vida”, destacou.

Ela também ressaltou a importância da conscientização. “O mês de maio é um convite para que a sociedade compreenda a sanidade agropecuária. Vamos ampliar esse diálogo, inclusive nas escolas”, afirmou.

A presidente ainda destacou dados que evidenciam a relevância do setor. “Cerca de 65% das exportações catarinenses vêm do agro, o que reforça nossa credibilidade internacional. A proteína animal produzida no estado está presente em 152 países, e apenas o setor de suínos movimenta mais de R$ 10 bilhões em exportações”, informou.

Trabalho invisível que garante qualidade

Muito antes de um alimento chegar ao mercado, uma série de ações assegura sua qualidade. Entre elas, o monitoramento de lavouras para evitar a disseminação de pragas, como o caruru-gigante, e doenças, como o cancro europeu; a fiscalização sanitária dos rebanhos, que mantém Santa Catarina como zona livre de febre aftosa sem vacinação e de peste suína clássica; além da inspeção de produtos de origem animal.

A Cidasc também investe em educação sanitária. Projetos como o Sanitarista Júnior e o programa Vet Consciente levam informação a estudantes e comunidades, formando multiplicadores sobre saúde animal, vegetal e segurança alimentar.

Alerta para praga agrícola

Durante a reunião, Alexandre Mess alertou para a identificação, em março deste ano, de um foco de Amaranthus palmeri (caruru-gigante) em uma propriedade rural no município de Campo Erê, no Oeste catarinense.

Considerada uma das plantas daninhas mais agressivas da agricultura, a espécie apresenta alta capacidade de dispersão, grande potencial reprodutivo e resistência a herbicidas, podendo causar prejuízos significativos à produção.

“Foi feita uma varredura em um raio de cinco quilômetros e não houve identificação de novos focos, mas o monitoramento segue em todo o estado”, explicou. Segundo ele, a resposta rápida foi fundamental para conter a ameaça.

A Cidasc também prevê a realização de um seminário sobre o tema em junho, no município de Campo Erê, com foco na prevenção e no controle da praga.

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