
Deputados, prefeitos, secretários e lideranças participaram de reunião em Concórdia, nesta sexta-feira (8), para debater a coleta, transporte e destinação de carcaças de animais mortos
O projeto Recolhe é uma ação pioneira em Santa Catarina, que é muito importante para o controle da sanidade e o meio ambiente. Segundo dados da empresa CBRASA, responsável pela coleta que operava em Seara, em 2018 foram recolhidos e processados 11 mil toneladas e 239 mil cabeças de suínos e bovinos.
Para o deputado Sopelsa, “na realidade demorou muito para alguns técnicos do ministério da agricultura entender e autorizar o recolhimento das carcaças e a devida utilização desta matéria prima.”
O parlamentar defende que é preciso trabalhar para encontrar os caminhos, viabilizar o projeto e continuar avançando no debate e nos estudos. “Em parceria com técnicos da Cidasc e Embrapa, precisamos viabilizar uma forma de utilizar esta matéria-prima também no Brasil para produção de farinha para ração de cães, gatos e peixes. Além de avançarmos na questão da tributação.”
O deputado Moacir Sopelsa (MDB) reforça a posição da Bancada do Oeste, contrária à cobrança ao produtor pelo recolhimento. “Esta gente já ganha pouco na atividade e com mais este sacrifício fica ainda mais difícil. Temos que encontrar uma solução para que o produtor não tenha que pagar pelo recolhimento dos animais mortos de suas propriedades. Está muito claro que o produtor precisa ser ajudado.”

