
A saúde pública de Camboriú foi assunto de uma reunião na manhã desta segunda-feira (19), entre o deputado Volnei Morastoni (PT), representantes de Associações de Moradores do Bairro Areias, Rio Pequeno, Monte Alegre, Conde de Vila Verde e Centro, e a prefeita Luzia Coppi Mathias. Em pauta, trataram especificamente, da abertura da Unidade de Pronto Atendimento – UPA 24 horas; de problemas relacionados ao Hospital da Fundação Hospitalar de Santa Catarina; fechamento da Farmácia Popular, do Governo Federal; falta de medicamentos e médicos. “Como presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, recebo pleitos constantemente sobre a saúde pública e atuo junto aos municípios para encaminhamentos e possíveis soluções e melhorias nesta área fundamental para a vida das pessoas”, ressaltou Morastoni.
UPA 24 horas
De acordo com os moradores, a UPA, inaugurada há mais de dois anos, funciona atualmente apenas como pronto atendimento até às 17 horas. “A UPA não cumpre o seu papel de atender 24 horas, o que obriga os moradores a buscarem atendimento no hospital”, falou o morador Edson Bui. Sobre a questão, a prefeita Luzia informou que a administração Municipal não possui condições financeiras de manter seu funcionamento 24 horas, contemplando as exigências do Ministério da Saúde. “O custo da UPA seria R$ 400 mil, nós não dispomos desta verba mensal, e o Ministério nos repassa apenas R$ 100 mil”, disse a prefeita, destacando que outros municípios estão na mesma situação e com isso, uma portaria do Ministério da Saúde deu prazo até fim de junho para definição, se irão abrir como é previsto, ou torná-la um Pronto Atendimento com funcionamento até a meia noite. “Esperamos que o governo federal se comova com os municípios e nos contemple com um valor maior, para podermos funcionar 24 horas”, e informou que Camboriú foi contemplado com a construção de mais cinco Postos de Saúde em diferentes bairros.
Hospital
Sobre o hospital, administrado pela Fundação Hospitalar de SC, a principal reivindicação é a reabertura da maternidade, que está totalmente fechada. “Hoje o cidadão não tem o direito de nascer em Camboriú, a mãe precisa ir para municípios vizinhos”, disse Celso Carvalho, morador do município. A falta de médicos e o atraso nas cirurgias eletivas também preocupam os representantes das Associações. A prefeita frisou que os problemas do hospital são antigos e desde que a instituição apresentou déficit financeiro, o município assumiu a responsabilidade do pronto-socorro.
Junto ao Ministério da Saúde, conseguiram a habilitação de leitos de retaguarda, que está com o processo em andamento. Questionada pelo deputado Volnei sobre as outras possibilidades junto ao Ministério, como a inclusão nas Redes de Urgência e Emergência e Cegonha, a secretária de Saúde de Camboriú, Márcia Regina Oliveira Freitag, informou que o município não se enquadra nos trâmites exigidos pelo Ministério. Como a gestão do hospital é Estadual, Morastoni se comprometeu em agendar uma audiência com a secretária de Estado da Saúde, a prefeita, e os representantes da comitiva de moradores, para ver de que forma o Governo do Estado poderá intervir nesta questão.
Farmácia Popular
A reclamação com o fechamento da Farmácia Popular é a falta de medicamentos gratuitos na rede, principalmente os de uso contínuo. Luzia Coppi disse que o custo e as exigências para manter a farmácia eram muito elevados, por isso foi fechada. “Mas em contrapartida, abrimos uma Farmácia Popular Municipal”, frisou. De acordo com a secretária Márcia, todas as licitações para a compra de medicamentos foram feitas, mas alguns lotes demoram mais para chegar, o que causou este transtorno. “Foram gastos R$ 1 milhão na compra de medicamentos e esperamos suprir a demanda. Em casos isolados da falta de algum remédio, os pacientes podem procurar a Secretaria de Saúde que iremos buscar resolver o caso”, completou a secretária.
Encaminhamentos
A prefeita Luzia ressaltou que atualmente o município de Camboriú aplica 23% da arrecadação em saúde, e trabalha ainda com o atendimento humanizado nas Unidades de Saúde e Pronto Atendimento, capacitando e orientando os profissionais que lá atuam. “Não admito um paciente ser mal atendido, e quem for, peço que faça sua reclamação na Ouvidoria da Prefeitura”. Ao término do encontro, o deputado Volnei Morastoni disse que irá continuar intermediando nessas questões e irá cobrar do poder público as soluções necessárias. “Como sempre falo, saúde é a prioridade das prioridades, nosso povo merece e deve ser atendido com respeito e dignidade”.
Texto e fotos: Renata Furlanetto
renata.imprensa@volneimorastoni.com.br
Assessoria de Imprensa do Deputado Volnei Morastoni
facebook.com/comunicacaovolneimorastoni
www.volneimorastoni.com.br
Assessores: Renata Furlanetto (47) 9980.9031 | José Isaías Venera (47) 9912.0373
Gabinete do Deputado Volnei Morastoni
Rua Jorge Luz Fontes, 310, Gab. 107 – Centro – Florianópolis
Tel. (48) 3221-2737 / 3221-2739
Gabinete Regional
Rua Dom Joaquim Domingues de Oliveira, 33, Centro, próximo ao Herbário, Itajaí
Tel. (47) 3249-0213

