
O governador Raimundo Colombo assegurou ao presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Padre Pedro Baldissera (PT), na tarde de segunda-feira (7), que não há mais barreiras ao projeto de R$ 63 milhões, com financiamento do BNDES e do Governo do Estado, para ampliação da cadeia produtiva ligada à proteína animal nos assentamentos. Além do projeto também foram tratadas questões nas áreas de cultura, educação e habitação.
Padre Pedro destacou a importância da proposta, que beneficia diretamente 6 mil famílias de agricultores assentados da reforma agrária. “É um passo decisivo para que muitas regiões experimentem a ampliação da renda e da produção. Um investimento com retorno econômico e social”, afirmou. O parlamentar ainda espera garantir a proposta para que a devolução dos recursos do financiamento do Estado tenha uma parcela do pagamento feita através da entrega de produtos destinados à alimentação escolar. “O BNDES também concorda com o mecanismo, e isso é uma garantia ao Estado, de que receberá, e às cooperativas, que poderão utilizar seus produtos como uma garantia antecipada”, complementou.
Projeto
O projeto apresentado pelas cooperativas da reforma agrária é semelhante ao aplicado no Rio Grande do Sul, e que garantiu a ampliação da produção e da renda das famílias da agricultura. A proposta foi enviada ao Governo do Estado no final de 2012 e uma reunião entre Colombo, o diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda, o deputado Padre Pedro e representantes das cooperativas ligadas ao MST, em março de 2013, foi decisiva para concretizar o investimento.
Os recursos, R$ 63 milhões, garantirão a ampliação e readequação das cadeias produtivas do leite, frango caipira, suínos e peixes nos assentamentos de Santa Catarina.
Os recursos para implementação do projeto vem do BNDS. Já foi definida a contrapartida financeira de Santa Catarina ao investimento. O modelo já existe em outros Estados, com sucesso. Ao todo são 10 cooperativas regionais, três associações e duas empresas, totalizando 15 empreendimentos. Os investimentos permitem, por exemplo, que todo ciclo produtivo se feche em torno dos assentamentos, desde a criação/cultivo, até a comercialização.
Integram o projeto as cooperativas Cooperunião (Frango), de Dionísio Cerqueira; Cooperoeste (Leite) e Associação 25 de Maio (Leite), de São Miguel do Oeste; Coopeal (Peixes), de Abelardo Luz; Coopermoc (Leite Orgânico), de Catanduvas; Coopercontestado (Leite Orgânico), de Campos Novos; Coopertel (), de Ponte Alta; Cooperdotchi (Hortifrutigranjeiros), de Rio Negrinho; Cooproeste (Hortifrutigranjeiros), de Lebon Régis; e a Cooptrasc (Assistência Técnica), de Chapecó.
Cássio Turra
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