
Apesar da obra já ter começado servidor do MPSC revelou, durante a CPI, que apenas o estudo estrutural foi entregue.
Foram ouvidos na reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito do Ministério Público de Santa Catarina desta terça-feira (15) o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Santa Catarina, Carlos Josué Beims, e também Fabrício Kremer, coordenador de Engenharia e Arquitetura na instituição.
Os dois depoimentos, segundo avaliação do deputado Jailson Lima (PT), relator da CPI, foram importantes para esclarecer detalhes sobre a negociação de R$ 123 milhões, sem licitação, para a compra de uma nova sede do MPSC. Entre os principais pontos nas oitivas estariam a falta de detalhamento nos levantamentos de preços para a obra e, também, da inexigência no momento do fechamento deste contrato de projetos para fundação, hidráulica e elétrica, por exemplo, tidos como complementares.
O servidor do MPSC respondeu mais de cem perguntas realizadas pelos deputados, para grande parte o coordenador alegou não recordar das respostas ou não ter participado das negociações. O funcionário revelou ainda que vários outros projetos foram apresentados ao órgão, mas eles não chegaram a ser analisados pela Comissão de Estudos para Expansão da Estrutura Física. Uma proposta da Becker Construção, similar a aprovada no ano passado, já havia sido estudada em 2012, mas foi arquivada por problemas ambientais.
Nesta quarta-feira (16) o servidor Fabrício Almeida Coral deverá ser ouvido a partir das 17 horas na Assembleia Legislativa.
Patricia de Melo
Assessoria de Comunicação Dep. Jailson Lima
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