Eccel defende fortalecimento do estado na resposta às mazelas sociais


20/05/2020 - 14h48min

Deputado Paulo Eccel

Deputado Paulo Eccel

FOTO: Solon Soares/Agência AL

O deputado Paulo Eccel (PT) disse na sessão plenária desta terça-feira (19), na Assembleia Legislativa, que a pandemia da Covid-19 suscitou o debate sobre um novo formato de estado brasileiro. Segundo ele, o modelo de “estado mínimo ultra neoliberal” está ruindo e, a partir disso, estão surgindo respostas para as mazelas sociais e o fortalecimento do serviço público. “Sociólogos, cientistas políticos e sociais de todo o mundo discutem o assunto e, para todos, o papel vai mudar substancialmente.”

Eccel afirmou que basta olhar para a questão da renda mínima, cujo debate foi acelerado no Brasil para atender aos trabalhadores mais vulneráveis e informais, a nacionalização dos hospitais privados na Espanha e a discussão de um investimento bilionário em novo modal de transporte, nas ciclovias, no Reino Unido. “Nos EUA, a questão do descaso com a saúde vai influenciar nas eleições presidenciais”, advertiu.

O deputado considera fundamental que a Alesc trave este debate e o leve até a União Nacional dos Legisladores e Legislativos (Unale) e à Federação Catarinense dos Municípios (Fecam).

Governos petistas
Paulo Eccel comentou que entre 2009 e 2015, quando foi prefeito de Brusque, a deputada Paulinha (PDT) prefeita de Bombinhas e o deputado Laércio Schuster (PSB), de Timbó, certamente lembram que os municípios foram bem tratados e respeitados pelo governo federal. “No começo de cada ano, os prefeitos eram chamados a Brasília, tanto na época do presidente Lula, quanto da presidenta Dilma e recebíamos uma espécie de roteiro dos recursos e programas que seriam desenvolvidos naquele ano.”

Segundo ele, a  tarefa era voltar para os municípios e produzir projetos técnicos, que eram encaminhados e atendidos, não importava o partido. “Qualquer prefeito que fizesse o seu papel recebia o recurso e, o mais importante: ao chegar nas cidades víamos as obras de macrodrenagem, de pavimentação, de calçadas, de Unidades Básicas de Saúde (UBS), creches do Proinfância e Unidades de Pronto Atendimento (Upas)", elencou. Enquanto isso, disse, no governo estadual nada acontecia, pois era um mero pagador de salários. “Naquele momento, já começava a me perguntar, qual a função do ente federado "estado" diante da sua ausência de protagonismo.”


Juliana Wilke
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