
Os 90 anos da conquista feminina de exercer o direito de votar traz à cena a importância do debate e da reflexão a respeito do empoderamento das mulheres e de suas lutas por direitos. Apesar dos avanços, é fato que ainda os desafios são muitos. A deputada Paulinha faz da causa feminina uma missão de vida. Ela postou uma provocação em suas redes questionando o que seria feminismo para as mulheres. Para Paulinha, falar sobre feminismo é falar de luta por direitos e conquistas. A deputada avalia que o ponto de partida é ter esse reconhecimento pela luta de direitos femininos. “
Existe um movimento negacionista, antifeminista, que não entende o que é o feminismo, que acha que ser feminista é não se depilar, é ser a favor do aborto, trazendo outros conceitos que não têm nada a ver com a pauta, e eu falo isso porque essas mulheres que ocupam os espaços agora só estão aqui porque mulheres, lutaram muito no passado para que a gente pudesse ter o direito de voto, conseguir ser votada, e hoje em dia a gente ainda tem muitos paradigmas a vencer”, avaliou.
Ainda, fala que uma reflexão que sempre gosto de fazer quando se fala da participação da mulher na política é análise do esquadro do que a própria Alesc oferece hoje. “ Nós temos um programa Parlamento Jovem. Vou te dizer que 90% dos aprovados e inscritos no Parlamento Jovem são meninas, nessa fase de 15 a 17 anos. E à medida que a mulher vai acessando a vida adulta, vai sobrando muito menos tempo para os sonhos dela, porque ela assume os sonhos dos demais. A mulher vem preparada pela sociedade para renunciar. Ela começa a namorar, ela casa, tem filhos, estuda, mantém um trabalho ativo hoje. Mas o horário noturno é para cuidar do bebê, para cuidar da casa, e a política é avassaladora. Quem realmente tem compromisso e trabalha pela sociedade, sabe que não dá para trabalhar oito horas por dia”, avalia. Para Paulinha, o país que se sonha com mais amor, justiça, um país mais fraterno, não vai acontecer enquanto as mulheres não se envolverem de verdade. “ A presença da mulher nesse momento é muito importante. Estamos vivendo períodos estranhos, tensos, de muita intolerância, e as mulheres, no geral, são mais resilientes. A gente dá conta do recado. Dá pra cuidar da família e também dos nossos sonhos pelo coletivo”, avalia.
Valquiria Guimarães
Assessoria de Comunicação Deputada Paulinha
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