Movimento negacionista não entende a importância da conquista dos direitos das mulheres


25/02/2022 - 13h52min

Deputada Paulinha.

Deputada Paulinha.

Os 90 anos da conquista feminina de exercer o direito de votar traz à cena a importância do debate e da reflexão a respeito do empoderamento das mulheres e de suas lutas por direitos. Apesar dos avanços, é fato que ainda os desafios são muitos. A deputada Paulinha faz da causa feminina uma missão de vida. Ela postou uma provocação em suas redes questionando o que seria feminismo para as mulheres. Para Paulinha, falar sobre feminismo é falar de luta por direitos e conquistas. A deputada avalia que o ponto de partida é ter esse reconhecimento pela luta de direitos femininos. “

Existe um movimento negacionista, antifeminista, que não entende o que é o feminismo, que acha que ser feminista é não se depilar, é ser a favor do aborto, trazendo outros conceitos que não têm nada a ver com a pauta, e eu falo isso porque essas mulheres que ocupam os espaços agora só estão aqui porque mulheres, lutaram muito no passado para que a gente pudesse ter o direito de voto, conseguir ser votada, e hoje em dia a gente ainda tem muitos paradigmas a vencer”, avaliou.

Ainda, fala que uma reflexão que sempre gosto de fazer quando se fala da participação da mulher na política é análise do esquadro do que a própria Alesc oferece hoje. “ Nós temos um programa Parlamento Jovem. Vou te dizer que 90% dos aprovados e inscritos no Parlamento Jovem são meninas, nessa fase de 15 a 17 anos. E à medida que a mulher vai acessando a vida adulta, vai sobrando muito menos tempo para os sonhos dela, porque ela assume os sonhos dos demais. A mulher vem preparada pela sociedade para renunciar. Ela começa a namorar, ela casa, tem filhos, estuda, mantém um trabalho ativo hoje. Mas o horário noturno é para cuidar do bebê, para cuidar da casa, e a política é avassaladora. Quem realmente tem compromisso e trabalha pela sociedade, sabe que não dá para trabalhar oito horas por dia”, avalia. Para Paulinha, o país que se sonha com mais amor, justiça, um país mais fraterno, não vai acontecer enquanto as mulheres não se envolverem de verdade. “ A presença da mulher nesse momento é muito importante. Estamos vivendo períodos estranhos, tensos, de muita intolerância, e as mulheres, no geral, são mais resilientes. A gente dá conta do recado. Dá pra cuidar da família e também dos nossos sonhos pelo coletivo”, avalia.

Valquiria Guimarães
Assessoria de Comunicação Deputada Paulinha
048 991047676

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias