
A convite de colegas médicos, o deputado Serafim Venzon (PSDB) esteve reunido nesta semana no Hospital Regional de São José, onde ouviu reclamações por causa da grande fila de espera para atendimentos em cirurgias, e de melhores condições de trabalho. Hoje (26), na tribuna na Assembleia Legislativa, Venzon alertou os demais deputados presentes na sessão sobre este problema enfrentado pelo hospital.
“O Hospital Regional de São José é um hospital grande, tem uma estrutura extraordinária. É um hospital que, como prédio e como estrutura de equipamentos pode ser citado em qualquer lugar do mundo, porque com certeza seria um exemplo.”, enfatiza o deputado. Serafim Venzon diz que a parte funcional do hospital está seriamente comprometida, e que todos cidadãos têm a obrigação de encontrar alternativas que proporcionem seu correto funcionamento.
Quando o deputado esteve no local na terça-feira (24), perguntou a um dos pacientes que estava em um corredor, deitado numa das macas, há quantos dias estava ali. “Estou esperando para operar o meu tornozelo, mas acho que já está colando”, respondeu. Na verdade, Venzon constatou que ele havia fraturado o osso e estava lá há 25 dias, aguardando ser operado, e ser liberado pelo hospital. Achava ser o mais antigo.
Caminhando mais além, em um longo corredor, encontrou um paciente de 35 dias, com uma fratura no fêmur, aguardando ser chamado ao centro cirúrgico. Ao abordar um outro paciente, Venzon constatou que ele estava lá há 65 dias naquele corredor esperando atendimento.
A situação alarmante em que se encontra o hospital, referência em muitas especialidades médicas, sobretudo no pronto atendimento de graves acidentes, devido sua proximidade a BR-101, é motivo de descontentamento pelos médicos. A falta de condições adequadas de trabalho é um dos problemas enfrentados.
“Este hospital é referência em cirurgias oftalmológicas, cirurgias cardíacas, cirurgia ortopédica, cirurgia vascular e outros. É o local de atendimento de emergência de Palhoça (aliás, Palhoça nem tem hospital), São José, Biguaçu, São Pedro de Alcântara, Santo Amaro da Imperatriz, Paulo Lopes. É referência do SAMU”, esclarece Serafim Venzon.
Não há anestesistas em número suficiente, problema grave, enfrentado pelo Hospital Regional de São José, que contribui para aumentar as filas de espera para as cirurgias. “Existe lá um gargalo importante: o centro cirúrgico. Há pacientes que foram internados há dois meses e ainda não foram operados. Como não é realizada a cirurgia fica aumentando uma fila que ja é grande. Agora existem pacientes há 45 dias nos corredores, na maca, no chão ou em cadeiras”, afirma o deputado.
O diretor-geral do hospital, Jorge Coelho, afirma ser de grande importância o Secretário da Saúde e até mesmo o governador realizar uma visita para avaliar pessoalmente a real situação em que se encontra o hospital. “Para resolver isso precisamos destrancar o centro cirúrgico, que tem 11 salas, mas só duas funcionam. Dos 18 anestesistas contratados, dois estão de licença saúde e seis estão saindo por descontentamento. Os cirurgiões querem operar em todas as especialidades. O problema é que não tem anestesista.”, complementa o deputado.
“Emergencialmente, o governo deve ter alguma lei que o permita coordenar. Aí entra o momento que precisamos buscar na controvérsia a solução. Longe de ser fogo amigo, somos todos vítimas de um sistema, que já teve seu valor, mas precisamos mudar. Do confronto e da inserção das diversas opiniões, valores e responsabilidades, podemos encontrar uma solução possível”, conclui Serafim Venzon.
Paulo Luís Cordeiro
Assessoria de Comunicação
Gabinete do Deputado Serafim Venzon
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