
Reunidos na Capital na tarde de quarta-feira (21), os servidores públicos estaduais da Saúde decidiram entrar em greve a partir do dia 3 de novembro. A assembleia da categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial da Secretaria da Saúde através de abono progressivo de 16,76%, divididos em duas vezes (janeiro e agosto de 2010), sobre o piso de cada servidor.
Os servidores já haviam negado a proposta de incremento de 6,48%, divididos em seis parcelas e para começar a ser pago em janeiro de 2010, na assembleia de 30 de setembro, quando foi decretado estado de greve.
A categoria está em campanha salarial desde 2008 reivindicando, entre outros pontos, 16,76% de reajuste imediato e o aumento do auxílio de alimentação em 80,65%, de acordo com o que determina a Lei Complementar 323, de 2006.
O deputado Sargento Soares (PDT) esteve na reunião dos servidores, realizada no Clube 12 de Agosto, centro de Florianópolis, que reuniu mais de 800 pessoas de várias regiões do Estado, e se pronunciou em Plenário portando adesivo do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sindsaúde). Ele criticou a “maldição” da política de abonos apresentada, que afeta também a educação e a segurança pública. “Se o governo apresentar uma proposta de incorporação dos 16,76% no salário, a categoria aceita”, informou. Até o início do próximo mês, o sindicato vai visitar os hospitais do estado para organizar a greve e aguardar nova contraproposta do Executivo.
O governo não apresentou propostas para os outros pontos de reivindicação, como: aumento do vale-alimentação; aprovação da lei de aposentadoria especial; mudança nos critérios de pagamento da insalubridade; convocação dos trabalhadores aprovados em concurso; fim das terceirizações; anistia aos processos contra o sindicato; e gratificação para os funcionários das emergências, UTIs e centros cirúrgicos.
Apesar da falta de acordo, Sargento Soares parabenizou a postura do governo, em especial o secretário Luiz Eduardo Cherem e a secretária em exercício Carmen Zanotto, por pelo menos negociar com a representação dos funcionários. “Isso tem que ser comemorado porque nesse segundo mandato do governador Luiz Henrique da Silveira não teve negociação com as outras categorias”, disse.
Alexandre Brandão
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