Dos Gabinetes – Segurança do Presídio de Rio do Sul é falha, afirma Sargento Soares


25/08/2009 - 15h27min

Deputado Sargento Soares (PDT)

Deputado Sargento Soares (PDT)

As condições encontradas no Presídio de Rio do Sul em vistoria feita por deputados, durante atividade da Comissão de Segurança Pública, foram consideradas “atípicas” e “insuportáveis”, na avaliação do deputado Sargento Amauri Soares (PDT). Presidente em exercício da comissão, Soares afirmou que as condições de segurança da unidade prisional são “muito débeis”.
Com a experiência de 23 anos trabalhando como policial militar na guarda de presídios e penitenciárias, Sargento Soares elencou alguns problemas da unidade de Rio do Sul: falta de água; ausência de comunicação via telefone e internet; falta de mais guaritas de segurança; baixa visibilidade e mal posicionamento das guaritas; ausência de tratamento de esgoto, bem como de um muro de segurança e de um gerador próprio de energia.
A principal reclamação feita pela comissão de deputados foi a ativação do presídio antes da conclusão total das obras, deixando falhas para se resolver depois de instalada toda população carcerária. Para o parlamentar, as condições encontradas “não podem ser consideradas normais”, apesar de reconhecer que, do ponto de vista estrutural, é “uma dos melhores e mais modernas” unidades prisionais do Estado.
Inaugurado em 25 de maio, o presídio guarda hoje 260 apenados. Foi efetivado às pressas para substituir o antigo prédio que ficava no centro da cidade, já que havia muita reclamação da sociedade sobre a permanência do presídio em área urbana.
Cada cubículo suporta até oito detentos. Entretanto, a ocupaçãoatual varia entre 10 a 14 pessoas, gerando superlotação. Desde a ativação, já ocorreram duas fugas. Na primeira vez, fugiram cinco detentos, todos recapturados. Na segunda, também cinco presos escaparam e apenas dois não foram recapturados.
O deputado Sargento Soares responsabiliza as autoridades do governo pela falta de segurança e não aceita a responsabilização dos servidores pelas fugas. Em sua opinião, foram esses servidores que impediram a ocorrência de eventos mais trágicos.
Uma condição que provoca a instabilidade dos apenados, segundo Soares, é a falta de água, gerando tensão, tumultos e, às vezes, até quebra-quebra. O local é abastecido por caminhão pipa, consumindo cerca de 30 mil litros por dia, ao valor de R$ 18 mil por mês. O caminhão é contratado por empresa de Balneário Camboriú, que faz duas viagens por dia até o presídio.
Outras propostas de melhorias também foram apresentadas pelos deputados: aumento do efetivo dos agentes prisionais e policiais militares; aquisição de mais viaturas; construção de sala de aula para os apenados; desenvolvimento de uma horta em parceria com empresários locais para projetos laborais.

Servidores
Durante o turno trabalham apenas de quatro a cinco policiais militares e quatro agentes prisionais no plantão. Para os agentes prisionais, o atual prédio oferece menos condições de segurança que a unidade antiga, onde não houve fugas durante sete anos. Enquanto que em três meses da nova unidade já ocorreram duas fugas e algumas tentativas.
Em nome dos servidores, o agente prisional Nei Foser afimou que não houve falha humana nas duas fugas. Ao contrário, explicou, houve muito empenho para superar os problemas de segurança e recapturar os presos. Segundo ele, a unidade conta ainda com complicação na revista íntima das visitas e não existe equipamento eletrônico para vistorias, como detector de metais.
O trabalho dos policiais militares, que fazem a guarda externa, também foi considerado inseguro. Existem apenas duas guaritas, sendo que uma delas é feita pela rua. Além de hão haver visibilidade entre elas, as duas não oferecem visibilidade para as paredes e janelas das celas. Há ainda infiltração nas guaritas.
Para piorar a situação, não há câmeras de vigilância e a iluminação é precária. No inverno, a situação se agrava, pois a neblina toma conta da área.
A refeição servida aos servidores é feita por presos considerados de confiança, podendo acarretar problemas à saúde em caso de represálias e rebeliões.

Encaminhamentos
O diretor-geral do departamento de Administração Prisional, Hudson Queiroz, e o diretor de Planejamento da Secretaria de Segurança Pública, José Carlos Müller Filho, que acompanharam a vistoria, garantiram que em 20 dias o abastecimento de água será solucionado e, entre 60 e 90 dias, as outras reivindicações serão concluídas. No final desse prazo, os parlamentares vão voltar a Rio do Sul para verificar as reformas.
A vistoria foi feita durante a manhã desta segunda-feira (24), e, à tarde, houve a apresentação do relatório da comissão na sede da Associação Comercial e Industrial de Rio do Sul.
Além de Sargento Soares, participaram os deputados Jailson Lima (PT), proponente da atividade, Rogério Peninha Mendonça (PMDB), Joares Ponticelli (PP), Dionei da Silva (PT) e Jean Kuhlmann (DEM). Representantes das câmaras de vereadores da região, OAB, o vice-prefeito de Rio do Sul, Garibaldi Antonio Ayroso, e autoridades da segurança pública da cidade também acompanharam a vistoria. O comandante do 13º Batalhão da Polícia Militar não compareceu e não mandou representante.

Alexandre Brandão
Assessor de Imprensa do deputado Sargento Amauri Soares
(48) 3221-2640 e 9911-0272
contato@sargentosoares.com.br

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias