Dos Gabinetes – PP aprova autorização para processar Pavan, mas cobra a mesma postura em relação a L


03/02/2010 - 21h02min

Deputado Silvio Dreveck (PP)

Deputado Silvio Dreveck (PP)

O líder do PP, deputado Silvio Dreveck, explicou hoje a posição da bancada com relação ao pedido da Justiça para processar o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) por supostas irregularidades e ilegalidades com pessoas interessadas em burlar o fisco estadual. Na votação final, a Assembleia aprovou, por 37 votos a zero, a autorização do processo.
“O PP, bem antes da iniciativa do vice-governador (que pediu que o Legislativo aprovasse a autorização) já tinha se manifestado positivamente. Entendemos que o Parlamento tem que dar essa oportunidade ao vice-governador, para apresente sua defesa, e ao próprio Judiciário”, justificou Silvio.
Já o presidente do PP estadual, deputado Joares Ponticelli, depois de enaltecer a posição da bancada, aproveitou para fazer uma cobrança: ele pediu que os parlamentares mostrem a mesma disposição em relação ao governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB). Afinal, ele responde por quatro ações penais e desde o ano de 2003 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vem insistindo para que o Parlamento catarinense julgue se dá, ou não, autorização para processá-lo. Desde aquele ano, até agora, apesar dos reiterados apelos do STJ, nada aconteceu. “O governador precisa praticar o mesmo gesto do seu vice”, acentuou Ponticelli.

Descaso
“O Brasil ainda está devendo muito e deve, mesmo atrás de outros países da América do Sul no que diz respeito à Educação. Por exemplo, mais de 50% dos alunos dos alunos do ensino fundamental não seguiram adiante e apenas 13% cursam o nível superior.” A declaração é do líder do PP, deputado Silvio Dreveck, com base em relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Para Silvio, é questionável a afirmação do Governo de que Santa Catarina investe mais de 25% na educação: “Não é o que dizem os relatórios do TCE”, comentou o parlamentar. Naquele período, a educação deixou de receber nada menos do que R$ 286 milhões. A saúde recebeu apenas 11% (quando o índice constitucional é de 12%) e, pior ainda, os municípios perderam R$ 121 milhões por conta da falta de cumprimento por parte do Estado para com os princípios constitucionais dos repasses financeiros.

Jandyr Côrte Real
Assessor de Imprensa da Bancada do PP
(48) 9961-2542

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