Dos Gabinetes – Para Soares, fim da greve da saúde depende da boa vontade do governo


05/11/2009 - 16h06min

Deputado Sargento Soares (PDT)

Deputado Sargento Soares (PDT)

O deputado Sargento Amauri Soares (PDT) falou sobre a situação da saúde em Santa Catarina e a deflagração da greve dos servidores durante pronunciamento em Plenário nesta quinta-feira (5), na Assembleia Legislativa. Preocupado com a interrupção das negociações por parte do governo, o parlamentar citou a Lei nº 323/06, que regulamenta o Plano de Carreiras e Vencimentos e prevê a revisão salarial anual – o que não acontece há mais de três anos. Com a conquista do PCV aconteceu a valorização salarial e o fim do que chamou de “penduricalhos”, como abonos e formas de gratificação. “Aceitar o abono é regredir nesta conquista”, afirmou.
Até agora o governo só ofereceu a recuperação salarial através de abonos. Se a porcentagem oferecida fosse através de reposição salarial, garante o deputado, os servidores iriam abandonar a greve. “É tão fácil superar e resolver essa greve. Existe tão boa vontade do comando de greve”, informou. No entanto, o governo acusa que a greve tem objetivo político e eleitoreiro. “Isso é irritante, porque é um monte de políticos que ano que vem vão ser candidatos, e já estão fazendo campanha, acusando os servidores de fazer política”, respondeu Soares.
A última proposta emitida pela Secretaria de Estado da Saúde, a qual oferece abono de 16,78% a ser implantado em duas parcelas nos meses de janeiro e agosto de 2010, foi rejeitada pela maioria dos servidores, em assembleia realizada no 21 de outubro. Eles já haviam negado, na assembleia de 30 de setembro, quando foi decretado estado de greve, a proposta de reajuste salarial de 6,48%, divididos em seis parcelas com pagamento começando em 2010.
Para o deputado, a adesão à greve é grande e o que está funcionando são os atendimentos de emergência para não deixar pacientes sem atendimento, conforme obrigação legal.
A Secretaria de Estado da Saúde divulga a informação de que há apenas 3% dos servidores paralisados, parecendo “que o governo está torcendo para que o comando de greve lacre todas as portas, ou seja, torcendo pelo caos”. “Primeiro o governo começa dizendo que a greve não existe, depois que a greve avança e radicaliza, o governo criminaliza. Esse é o padrão da postura do governo.”

PDT
Líder do PDT na Assembleia Legislativa, o deputado Sargento Soares criticou a iniciativa do prefeito de São José de impedir que seu correligionário, o vice-prefeito Telmo Vieira, assuma a Prefeitura em caso de afastamento do titular por até 15 dias, e até sem pedir licença para a Câmara de Vereadores. “O que tem de errado? Será que é porque o prefeito quer privatizar a Universidade de São José e transformar o Colégio de Aplicação, construído com recursos da educação, em um palácio de governo? Coisas absurdas da nossa cidade”, questionou o parlamentar, que é morador do bairro de Serraria. O deputado Edison Andrino (PMDB) também manifestou apoio ao vice-prefeito. “É uma das figuras mais ilustres de São José”, elogiou.

Alexandre Brandão
Assessor de Imprensa do deputado Sargento Amauri Soares
(48) 3221-2640 e 9911-0272
www.sargentosoares.com.br / sargentosoares@alesc.sc.gov.br

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