Dos Gabinetes – Padre Pedro diz que Adin questionando blindagem a primeiro escalão em Santa Catarina


09/03/2010 - 19h51min

Deputado Padre Pedro Baldissera (PT)

Deputado Padre Pedro Baldissera (PT)

O deputado Padre Pedro Baldissera (PT) considerou “conclusiva” a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), ajuizada pela Procuradoria Geral da República (PGR), pedindo a suspensão do dispositivo da Constituição Estadual de Santa Catarina, que determina autorização da Assembleia Legislativa para a continuidade de qualquer processo contra o governador, o vice e os secretários. A Adin deu entrada no STF nesta segunda-feira (8).
Padre Pedro protocolou, em 10 de fevereiro, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) solicitando a supressão do artigo que prevê a autorização legislativa. “A argumentação é praticamente a mesma que utilizamos na PEC. O texto da PGR é conclusivo no sentido de confirmar a inconstitucionalidade da blindagem”, afirmou.
Na argumentação da Adin, a PGR ressalta que a Constituição Federal não expressa qualquer necessidade de autorização prévia por parte da Assembleia para a continuidade de qualquer processo. Na avaliação da PGR, muitas constituições estaduais preveem, de forma inconstitucional, a autorização do Legislativo. No entanto, a medida não tem qualquer validade legal.
Na Adin, a PGR solicita liminar suspendendo o artigo 40 da Constituição de Santa Catarina e sua declaração de inconstitucionalidade.

PEC
A PEC 02/2010 foi protocolada por Padre Pedro em fevereiro. O texto torna desnecessário o aval da Assembleia Legislativa para a continuidade de processos envolvendo o governador, o vice, e os secretários de Estado. Na prática, a proposta garante autonomia ao Tribunal de Justiça (TJ) para avaliar e prosseguir com demandas envolvendo cargos do primeiro escalão do Executivo.
A PEC retira da Constituição Estadual o inciso XVI, do artigo 40, que prevê a autorização do legislativo ao TJ. “É uma questão de separação e autonomia dos poderes, além de que em nenhum momento é cerceado o direito de defesa de qualquer autoridade. O que queremos é evitar esse tipo de blindagem sobre qualquer pessoa que ocupe cargo público”, afirmou o parlamentar.

Justificativa
Além do argumento de interferência do Poder Legislativo sobre o Poder Judiciário, Padre Pedro observa que o texto atual garante uma espécie de “blindagem” a agentes políticos, quando cria a necessidade de autorização de dois terços da Assembleia para que qualquer processo contra o primeiro escalão do governo do Estado prossiga no TJ. Ainda segundo o parlamentar, o dispositivo afronta os princípios gerais da Constituição Federal, que não prevê diferenciação entre os cidadãos.
O parlamentar contesta o argumento de que a ausência de uma autorização por parte da Assembleia Legislativa levaria a uma avalanche de processos contra autoridades do Executivo. “Estou aqui há sete anos e pela primeira vez votamos um pedido de investigação, e ainda tivemos o pedido do próprio vice (Leonel Pavan) para que o processo continuasse. É algo desnecessário e por isso acredito que o melhor é retirar da Constituição. Precisamos avançar nesse tipo de situação de isonomia, de igualdade entre os cidadãos”, concluiu Padre Pedro.

Cássio Turra
Assessor de Imprensa do deputado Padre Pedro Baldissera
(48) 3221-2726 ou 9947-2049
www.padrepedro.com.br

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