Dos Gabinetes – Nota de esclarecimento e de apoio aos professores em greve


11/07/2011 - 20h21min

Deputado Sargento Amauri Soares (PDT) – Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis

Deputado Sargento Amauri Soares (PDT) – Sessão Ordinária – Plenário Osni Régis

Foram publicadas informações incompletas e distorcidas de que “todos” os líderes de bancadas na Assembleia Legislativa colocaram como condição o fim da greve para apreciar o projeto de lei complementar que trata da remuneração do magistério estadual. Como líder de bancada é preciso esclarecer que não assumimos qualquer postura de coação contra os integrantes do magistério e contra o movimento grevista. Entendemos que a greve continua legítima, justa e necessária.
Nossa posição com relação a este assunto é baseada na posição da maioria dos trabalhadores da educação que decidiram em assembleia estadual pela continuidade da greve, e nosso apoio vai continuar de forma irrestrita e incondicional.
Consideramos que houve erros na condução deste processo, e que tais erros contribuíram para a confusão, para a dispersão e para a revolta. O Governo errou já na primeira Medida Provisória, a de nº 188, pois cortou direitos historicamente conquistados com o único objetivo de buscar o discurso de que estava cumprindo o piso. Repetiu o mesmo erro na Medida Provisória nº 189, e persistiu no erro com o PLC 026, que ora tramita na Alesc. Professoras e professores responderam com justa indignação, pois o conteúdo do PLC não apresenta novidade em sua essência, a não ser o parcelamento de um direito que o magistério já tem.
O Governo poderia ter colocado na mesa de negociação qualquer proposta de parcelamento de implantação do piso estadual de salários, sem alterar qualquer legislação historicamente construída. Certamente este seria o caminho mais curto para o encerramento negociado da greve.
O que pouca gente entendeu é que esta é uma greve que nasceu da vontade soberana das bases, e como tal deve ser respeitada. Quem construiu essa greve foi a “enrolação” do governo LHS, que entrou com a ADI ao invés de cumprir a lei, e a decisão (correta) do Supremo Tribunal Federal de afirmar que a lei do piso deve ser cumprida na íntegra. Colocar qualquer elemento que busque menosprezar estas questões é trabalhar contra a verdade e contra os professores.
Nosso mandato popular na Assembléia Legislativa tomará posição e votará conforme a posição dos professores. O PLC não deve ser votado, pelo menos não da forma como está, porque é péssimo, porque desrespeita a luta histórica da categoria e não atende o desejo da sua maioria. Não é com coação e nem com enganação que se deve terminar esse movimento, pois não só os trabalhadores perderão com isso. Perderá a educação e o conjunto da sociedade. Todo nosso apoio aos professores em greve!
Florianópolis, 11 de julho de 2011.
Deputado Sargento Amauri Soares
Líder PDT

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias