
A proximidade de Kennedy Nunes (PP) e Leonel Pavan pode render bons projetos a Santa Catarina, pelo menos foi isso que pareceu no encontro entre os dois na última quinta-feira, 13.
Antes dessa conversa, os dois já haviam trocado figurinhas nas viagens aos Estados Unidos no final de 2009 e, recentemente, na ida ao Japão para assinatura do investimento do JICA, o banco de desenvolvimento dos japoneses. Nas duas ocasiões, falaram sobre segurança, tráfico e criminalidade, a situação da Busscar e o salário dos servidores.
Telefones públicos em presídios
Um dos assuntos da reunião foi a proposta do deputado de instalar telefones públicos nas penitenciárias de Santa Catarina. Ambos visitaram os EUA em julho de 2009 e conheceram o sistema utilizado nas penitenciárias norteamericanas.
Ainda durante a visita, o governador ligou para os secretários de Segurança Pública e de Cidadania e Justiça para solicitar a viabilização desse projeto, que funciona da seguinte forma: o presidiário pode ligar, sempre a cobrar, toda conversa é monitorada por escuta direta. “Esta foi a fórmula encontrada por eles para acabarem com celulares nas penitenciárias. Além disso, parte do dinheiro cobrado nas ligações é direcionada aos policiais que trabalham nas penitenciárias”, observa Kennedy.
Kennedy e Pavan acreditam que, com essa medida, os policiais vão reforçar a vistoria para evitar o uso de celulares no prédio, já que parte do valor das ligações feitas pelo telefone público são revertidas em benefícios aos policiais.
Frente parlamentar de combate à droga
A preocupação com o uso de drogas e a criminalidade relacionada a isso tem feito o deputado do PP gastar horas em conversas com profissionais de saúde, políticos e sua equipe de assessores na busca por ferramentas, não só de combate às drogas, mas também de conscientização e orientação. Na conversa com Pavan, Kennedy falou de sua proposta de criar uma Frente Parlamentar de Combate à Droga, com envolvimento de deputados de todos os partidos e capitaneada pela Assembleia Legislativa, com o intuito de apoiar as entidades que trabalham com prevenção, recuperação e combate.
A frente, proposta por Kennedy, deve envolver ainda as secretarias do Executivo, como as de Educação, Saúde e Segurança Pública, além das comissões do Legislativo. “Eu entendo que droga não é mais uma guerra. Droga é uma questão de saúde e segurança pública. Na guerra se vai para o ataque, na saúde, você tem que criar condições de atendimento”, acrescenta o parlamentar.
Clínicas públicas para atendimento 24 horas
Outro assunto tratado foi a criação de clínicas públicas para atendimento 24 horas aos dependentes químicos. No dia 19 de abril, Kennedy protocolou uma indicação solicitando ao governo do estado a criação dessas clínicas, e no último encontro reforçou a importância do serviço.
“Vejo como sendo de grande importância a criação de clínicas que possam atender aos dependentes químicos em horário integral, como complemento ao trabalho realizado pelos CAPS-AD (Centro de Atenção Psicossocial – álcool e drogas)”, comentou Kennedy, que sugere também a criação de um fundo para trabalhar a prevenção, a recuperação e o combate às drogas. Segundo ele, o dinheiro sairá do Fundo Social, assim como hoje já tem uma parcela garantida para a APAE, lei do ex-deputado Julio Garcia, e a Bolsa de Estudo, lei do deputado Jorginho Mello.
Para Kennedy, esse trabalho precisa ser realizado em dois momentos, num primeiro, com ações do próprio estado, no segundo, com recursos para apoiar entidades que trabalham com isso. “Hoje Santa Catarina tem 3 mil leitos para recuperação de viciados, e todos eles de entidades ligadas às igrejas, que fazem esse trabalho voluntário, ou seja, o estado precisa se envolver mais e melhor”, finaliza.
Assinatura de deputados em prol da busscar
Kennedy Nunes contribuiu com o movimento realizado pelos funcionários da Busscar, que busca assinaturas para um abaixo-assinado que deve ser entregue a Lula. O objetivo é sensibilizar o presidente da República para a causa da Busscar, já transitado e julgado no STJ, em ação ordinária e rescisória.
A Busscar tem a receber cerca de R$ 621 milhões, montante que reverteria a situação da empresa, que hoje passa por sérias dificuldades. Segundo Jotacil Melato, representante dos trabalhadores da Busscar, pensava-se inicialmente em conseguir 20 mil assinaturas. Nesta terça-feira, 18 de maio, a lista já contava com 58.876, das quais 17 assinaturas de deputados e a assinatura do governador Leonel Pavan, estas a pedido do deputado Kennedy.
A busca por assinaturas continua enquanto o presidente não marcar uma audiência para solucionar o problema. Nesta quarta-feira, 19, uma comissão vai a Brasília para tentar agendar com o presidente Lula uma audiência, enquanto Joinville presenciou uma passeata que saiu às 8h de frente da empresa e passou pela Procuradoria da Fazenda, do Fórum, da Prefeitura e da Receita Federal.
Possibilidade de abono para servidores
Na conversa com o governador , Kennedy levou o pedido do SindSaúde de incorporar o abono ao salário dos servidores públicos de Santa Catarina.
Segundo o deputado, o governador vai estudar a possibilidade de atender a este pedido. A discussão sobre o reajuste do salário dos servidores levou centenas de funcionários da área da Saúde ao plenário durante todo o mês de abril, onde apesar de muitas discussões, emendas e MPs, nada ficou resolvido. “Discutimos, buscamos soluções, mas o fato é que o Luiz Henrique (da Silveira, ex-governador de SC) nos deixou uma bomba nas mãos, após ficar sete anos sem conceder aumentos, ele deixa para seu sucessor, em ano eleitoral, resolver a questão. Assim fica difícil”, reclamou Kennedy, que acredita no bom senso do governador para fazer justiça aos servidores públicos do estado.
Jura Arruda
Assessoria Deputado Kennedy Nunes
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