
Preocupado com a melhoria na qualidade do atendimento em saúde na Grande Florianópolis, o deputado Renato Hinnig (PMDB) afirma que o ideal seria um projeto baseado na busca de uma resolução completa. E, como exemplo, sugere a revitalização e incentiva investimentos no hospital de Santo Amaro da Imperatriz. “Uma estrutura hospitalar que já está pronta, mas não funciona em plena capacidade há vários anos, apresenta menos custos e mais utilidade para a população”, disse Hinnig.
O deputado questiona, também, se a construção de novos hospitais na região é o caminho para enfrentar a crise no atendimento em saúde dos municípios. Hinnig lembrou que a prefeitura de Biguaçu lançou a obra de um hospital, assim como a prefeitura de Palhoça, que anuncia a construção de seu hospital, nos mesmos moldes, com recursos do município, Estado e uma ONG.
“Um hospital não é composto apenas de prédio e equipamentos. É preciso pessoal para tocar e manter a estrutura funcionando. Vejo as prefeituras lançando a obra com pirotecnia e palanque político, de olho apenas na opinião pública. Quero ver como vai ficar depois. Quem vai pagar esta conta? De que forma as prefeituras irão bancar os custos com pessoal especializado e manutenção?”, questiona.
O deputado conversou nos últimos dias com profissionais e especialistas ligados à área, ouviu queixas de moradores e constatou que a estrutura de atendimento nos postos de saúde, que deveria servir como incentivo para a criação de hospitais, deixa muito a desejar. “Enquanto a prefeitura de Palhoça vende o peixe de um hospital, como solução para a crise da saúde no município, o posto de saúde da praia da Pinheira, por exemplo, que é bem montado e estruturado, não tem pessoal para funcionar e está praticamente parado. Será que com a implantação de um hospital, vão fechar os postos de saúde? O orçamento da saúde será todo utilizado para o custeio do hospital? Como isso está sendo planejado, olhando pelo lado financeiro?”, reflete Hinnig.
As dificuldades dos governantes em contratar profissionais capacitados, como médicos especialistas para trabalhar nos postos de saúde dos municípios, e o alto custo para se manter um hospital, são pontos que o deputado leva em conta, ao colocar em cheque a implantação de novos hospitais, mesmo que sejam de baixa e média complexidade: “Por que os municípios não investem em melhorias nos postos de saúde ou nas Policlínicas e Unidades de Pronto Atendimento 24 horas, baseando-se no exemplo da Capital, que lançou e mantém um modelo de gestão técnica com qualidade? Saúde não é brincadeira e precisa ser pensada e planejada com responsabilidade”, finaliza.
Jurandir Siqueira
Assessor de Imprensa do deputado Renato Hinnig
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