Dos Gabinetes – Empresa de Salete transforma lixo de Ituporanga em tijolos e madeira plástica


25/09/2009 - 18h03min

Empresa de Salete transforma lixo de Ituporanga em tijolos e madeira plástica

Empresa de Salete transforma lixo de Ituporanga em tijolos e madeira plástica

O deputado Jailson Lima da Silva (PT) encabeçou comitiva de empresários que apresentou na última quarta-feira (23) à presidente da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas no Senado, senadora Ideli Salvatti (PT/SC), um sistema totalmente mecanizado que trata 100% do lixo domiciliar e o transforma em tijolos e madeira plástica. Em funcionamento na cidade de Ituporanga, o Centro de Processamento de Lixo em Unidade Mecanizada e Automática de Compostagem (CPL-UMAC) foi inventado pelo advogado e empresário Dirnei Ferri, da LPC Tencologia Ambiental. A LPC integra o consórcio de empresas composto pela Freewil, do município vizinho de Salete, e pela Brasenge Ambiental – Créditos de Carbono e Energia Renováveis, responsável pela implantação da unidade instalada em Ituporanga, onde o prefeito destina uma parte do lixo da cidade ao empreendimento. “Ainda não estamos ficando com todo o lixo da cidade que, por contrato, é mandado para aterro sanitário em Otacílio Costa”, salientou Dirnei.
Atualmente, a saída encontrada pelos municípios tem sido estabelecer consórcios regionais para tratamento e destinação do lixo. Nesse processo, o custo por tonelada chega a R$ 80,00. “O lixo é um dos problemas mais complexos para um prefeito resolver, seja qual for o porte da cidade. Gera gases que provocam o aquecimento global e envenena o solo e mananciais de água”, afirmou o deputado ao abrir o encontro. Silvio Fregulia, da Freewil, informou que a unidade de Ituporanga está funcionando há seis meses. Em 120 dias, segundo ele, a unidade é instalada e colocada em funcionamento a um custo entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, processando todo o lixo de até 20 mil pessoas. “A maior parte de projetos nessa área tem custos superiores a mais de um milhão para uma relação ainda menor do que 20 mil habitantes”, assinalou Fregulia. Segundo ele, para gerar matéria prima para construção de uma casa de dois quartos, são necessárias entre 4 e 5 toneladas de lixo. O sistema tem outra vantagem, segundo apontou o diretor da Brasenge Ambiental, Luiz Carlos Goelzer, que é o potencial de comercialização de créditos de carbono. “No processamento do lixo feito pelo CPL-UMAC o gás metano deixa de ser emitido e isso representa crédito de carbono que podemos negociar com instituições internacionais”, sintetizou.
Depois da apresentação, a senadora pediu para que o deputado Jailson e os empresários marcassem uma data para que ela possa conhecer a fábrica. “Estou impressionada. É um processo muito inovador, pois o lixo entra bruto, num processo totalmente mecanizado é separada a parte orgânica do que pode ser reciclado e ainda gera matéria prima para outro aproveitamento, como a fabricação de tijolos e material para construção de casas. Quero ver de perto e já vamos buscar formas de financiamento deste projeto”, afirmou a senadora. De acordo com ela, um dos caminhos é inserir projetos deste tipo no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que o presidente Lula vai remeter no começo de 2010, o qual estará ancorado em dois eixos principais: tratamento de resíduos sólidos e líquidos e mobilidade urbana. “É importante apresentar projetos nessa área e este tem a vantagem de estar funcionando já”, salientou. Esta vantagem abre caminho também para que seja levada para outras regiões do estado.

Mirela Maria Vieira
Assessoria de imprensa
(48) 3221 – 2638

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