
A Campanha da Fraternidade que as igrejas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) lançam hoje (17) tem como objetivo geral ajudar a sociedade a construir uma economia que esteja a serviço da vida. Além do objetivo geral, outros cinco objetivos específicos fazem parte da campanha.
“A Campanha da Fraternidade, enfim, chegou ao ponto da injustiça. O tema anterior diz que a paz é fruto da justiça. A estrutura social é muito injusta. Usa de um conjunto de leis que todos cumprindo favorecem os mais ricos”, esclarece o deputado Serafim Venzon (PSDB). A Campanha da Fraternidade desse ano se refere à divisão da renda e à oportunidade de crescimento para todos.
“A igreja não quer dividir o seu dinheiro, a sua casa, os seus terrenos ou a sua fábrica. De todo dinheiro, 40% vira imposto. Esse dinheiro, o governo deveria fazer chegar a todos, no mínimo, de forma equânime, para não dizer que deveria dar aos mais pobres. Na divisão per capita em diferentes cidades a diferença chega a seis vezes, ou seja, é de 600%. É uma injustiça brutal”, continua o líder do PSDB.
O objetivo geral da campanha é colaborar na promoção de uma economia a serviço da vida, fundamentada no ideal da cultura da paz, a partir do esforço conjunto das igrejas cristãs e de pessoas de boa vontade, para que todos contribuam na construção do bem comum tendo em vista uma sociedade sem exclusão.
“O que é seu é seu, mas o que é do governo deveria ser de todos. O atual presidente tem condições políticas para mudar isso. Tem a reforma tributária e os recursos do pré-sal devem ser divididos a todos os estados brasileiros. Basta querer. Talvez falte pressão popular. Se os movimentos de base da Igreja não chegarem à divisão do fundo público, em vão foi seu esforço”, defende o deputado.
Há anos o deputado Serafim Venzon vem defendendo essa teoria. “Em 1997 fiz um trabalho sobre a divisão injusta da renda pública. Apoiei Fernando Henrique Cardoso (FHC) na proposta da reforma tributária. Houve muita pressão da oposição com a escolha dos estados e cidades mais ricos. O Lula pode continuar dando ‘sacolão’ aos pobres. Mas deveria mudar as leis para valarem para todos e para sempre”, finaliza Venzon.
Os objetivos da Campanha da Fraternidade deste ano são:
1. Sensibilizar a sociedade sobre a importância de valorizar todas as pessoas que a constituem;
2. Buscar a superação do consumismo, que faz com que ‘ter’ seja mais importante do que as pessoas;
3. Criar laços entre as pessoas de convivência mais próxima em vista do conhecimento mútuo e da superação tanto do individualismo como das dificuldades pessoais;
4. Mostrar a relação entre fé e vida, a partir da prática da justiça como dimensão constitutiva do anúncio do evangelho;
5. Reconhecer as responsabilidades individuais diante dos problemas decorrentes da vida econômica, em vista da própria conversão.
Paulo Luís Cordeiro
Assessor de Imprensa do deputado Serafim Venzon
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