
O deputado Sargento Amauri Soares (PDT), presidente da Aprasc, fez um discurso de homenagem ao policial militar Paulo Roberto Coelho, 51 anos, assassinado em serviço na sexta-feira, 18 de setembro, quando atendia ocorrência de assalto à lotérica, em São José, na Grande Florianópolis. Durante seu discurso foi transmitido um vídeo com as cenas do enterro do policial.
O assassinato aconteceu na Avenida das Torres, localizada no bairro Barreiros, em São José. A viatura em que ele estava chegou a interceptar os ladrões em uma moto, e quando desceu do carro para prender a dupla recebeu um tiro no abdômen e outro na cabeça. “Antes mesmo de conseguir abordar levou um tiro de pistola calibre 380, que é um calibre pesado, no abdômen coberto pelo colete a prova de balas, desequilibrou e levou um tiro na nuca”, descreveu o deputado. Ele chegou a ser levado com vida para o Hospital Regional, mas não sobreviveu.
O cabo Coelho trabalhava no 7º Batalhão, em São José, e faltavam 11 meses para se aposentar. Exerceu também a função de motorista de viatura e ronda escolar. Foi promovido a cabo através do quadro especial – única oportunidade que teve para conquistar ascensão profissional na carreira, senão ficaria toda a vida como soldado. “Ele foi um excelente policial militar e pai de família”, afirmou Soares.
No último ano, três policiais militares foram assassinados em serviço. No dia 28 de setembro completa um ano da morte do soldado Marcelo Kreusch, assassinado em uma ocorrência de assalto, em Santo Amaro da Imperatriz. E, no dia 17 de dezembro, o soldado Joelcio Aluizio Menegaz foi morto em Bom Retiro, na Serra catarinense, quando atendia um caso de crime passional.
“O assassinato de profissionais da segurança pública por disparo de arma de fogo é uma realidade que tem se repetido de forma cada vez mais frequente. São mais de dez nos últimos cinco anos”, afirmou o deputado Soares, lembrando ainda a morte do soldado Sidnei Rodrigues, de Joinville, em 29 de julho de 2008.
O enterro do cabo Coelho aconteceu no cemitério de Passa Vinte, em Palhoça – cidade onde morava. Centenas de pessoas acompanharam a cerimônia que teve honras militares. O caixão foi recebido por militares em posição de respeito e uma salva de tiros. O toque de silêncio, hino fúnebre tocado em uma corneta, marcou o fechamento do túmulo.
Depois do pronunciamento do deputado Soares, a Assembleia Legislativa fez um minuto de silêncio em homenagem ao policial.
Alexandre Brandão
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