Dos Gabinetes – Autopista Litoral Sul – Ausência de empreiteira é lamentada em audiência pública


29/03/2010 - 19h57min

Audiência Pública para discutir o início das obras da Alça de Contorno da Região Metropolitana da Grande Florianópolis e a Mobilidade Urbana em Santa Catarina

Audiência Pública para discutir o início das obras da Alça de Contorno da Região Metropolitana da Grande Florianópolis e a Mobilidade Urbana em Santa Catarina

A Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa realizou audiência pública sobre o tema “mobilidade urbana em Santa Catarina” e sobre o cronograma de execução das obras de duplicação da BR-101, com enfoque na alça de contorno de Florianópolis, na manhã desta segunda-feira (26). Na coordenação dos trabalhos da audiência, o presidente da comissão, deputado Reno Caramori (PP), lamentou por várias vezes a ausência de representantes da concessionária Autopista Litoral Sul – grupo OHL, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Dnit e de outras autoridades, entre elas os prefeitos de Florianópolis, Palhoça e São José.
Caramori comemorou, entretanto, a qualidade das informações e sugestões trazidas pelos representantes do CREA, da Fetrancesc, OAB, Aemflo e pelo prefeito de Biguaçu. A audiência apontou para a necessidade urgente de encaminhamento da questão para o fórum parlamentar catarinense, em Brasília, para que os responsáveis pela contratação e execução da obra se manifestem e agilizem os trabalhos na rodovia.
Apontado como o maior gargalo rodoviário do estado, o trecho da BR-101 de Biguaçu a Palhoça, incluindo o acesso de entrada e saída da Capital, teria solução parcial através da construção da alça projetada para desviar o tráfego da BR-101, desde o município de Biguaçu até Palhoça.
A construção da alça de contorno consta do contrato assinado para a duplicação da BR-101 e tem empreiteira contratada, local definido, prazo de início e prazo de entrega da obra. Conforme colocado na audiência pública, comercialmente, o mais interessante para a empreiteira é postergar o início e entrega de uma obra que pode chegar ao custo de R$ 500 milhões. Entretanto, é importante que sejam respeitadas estas definições, para que a obra não emperre em discussões judiciais e outros encaminhamentos.
Há pouco tempo, Florianópolis foi apontada como a segunda pior cidade do mundo na questão da mobilidade urbana. “O gargalo em questão afeta a economia e a vida de muitos brasileiros; precisamos agilizar a solução”, avalia o deputado Reno Caramori.
No uso da palavra, os participantes analisaram também a necessidade de construção de outro aeroporto para a região, assim como a influência, no contexto do trânsito conturbado que terá a construção de um hospital com 200 leitos, em Biguaçu.

Carlos Paniz
Assessor de Imprensa do deputado Reno Caramori
(48) 9626 9378

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