
O incentivo a parcerias público-privadas para acelerar o ritmo de investimentos no modal ferroviário é a alternativa defendida pelo deputado Antônio Aguiar (PMDB), que retomou o debate sobre a reativação do ramal de Mafra até Piratuba – a chamada Ferrovia do Contestado, durante a sessão desta quarta-feira (4) na Assembleia Legislativa.
Aguiar vem cobrando investimentos no percurso da antiga ligação São Paulo – Rio Grande, que foi construída no início do século passado e perdeu volume de tráfego com a construção do outro ramal rumo ao Sul, que passa por Lages. O parlamentar entende que o governo federal deve fomentar investimentos conjuntos com a América Latina Logística (ALL), empresa detentora da concessão regional, visando à retomada do tráfego de cargas também pelo Planalto Norte. Ele considera, inclusive, a possibilidade daquela ferrovia servir à ligação com o Oeste, com a construção de um novo ramal, a partir de Herval d’Oeste.
“Custou muito para o governo Lula acordar. Só agora, bem perto das eleições, o assunto voltou à pauta”, criticou Aguiar. Ele lembrou que a Secretaria de Estado de Infraestrutura apresentou um estudo em 2003 sobre a malha catarinense sugerindo aquela opção, mas outra ferrovia foi aventada como melhor opção, de Itajaí direto a Chapecó. “Este projeto passou a ser tão eleitoreiro que houve até mudança de discurso”, arriscou o deputado, lembrando que atualmente não há nem menção deste trecho entre obras programadas para os próximos anos.
Ao invés de falar na reestatização de ferrovias, o líder da bancada do PMDB acha que é mais importante valorizar uma possível parceria com a ALL. “Em 2007 esta empresa investiu R$ 600 milhões em locomotivas e vagões, em recuperação de pátios e em pessoal, e está presente em toda a região do Mercosul”, diz Aguiar, adiantando a posição que irá defender nesta sexta-feira (6) em Porto União, durante reunião da Frente Parlamentar das Ferrovias, que irá reunir-se a partir de 9h, no auditório da UnC.
“É bom lembrar que a malha atual do país tem 29 mil quilômetros de ferrovias e, se tudo que está planejado sair do papel, até 2015 chegaremos a 35 mil quilômetros, menos do que o Brasil tinha em 1950”, completa, reforçando a visão da necessidade de união de esforços entre o governo federal e investidores privados.
Evory Pedro Schmitt
Assessor de Imprensa da Bancada do PMDB
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