
O deputado Jailson Lima (PT) classificou de inconcebíveis as manifestações ocorridas no último final de semana em São Paulo pedindo a intervenção militar e o retorno da ditadura militar. “É inexplicável que um grupo de ´gatos pingados´ tenha provocado manchetes nacionais, como se isso fosse a grande vanguarda da revolução brasileira”, lamentou. Jailson frisou que o resultado eleitoral não divide o país, já que no Sul e no Sudeste a presidenta Dilma Roussef fez mais votos do que no Norte e no Nordeste e, inclusive, ganhou em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
O deputado fez uma série de questionamentos em relação às posições tomadas pela grande mídia nacional. Explicou que quando se fala em regulamentação da mídia não se trata de coibir a veiculação das informações. Citou o exemplo da revista Veja, que ao publicar uma matéria de capa, às vésperas das eleições sobre a corrupção na Petrobras, retirou 8% das intenções de votos da presidenta Dilma. Segundo Jailson, o diretor citado pela revista simplesmente citou nomes, inclusive do PSDB, do PP e outros partidos, sem nenhuma comprovação.
Mesmo assim, acredita o deputado, nada disso justifica contestar o resultado das eleições ou reivindicar um terceiro turno, ou questionar o processo mais democrático e tecnologicamente mais avançado do mundo, como este das eleições brasileiras. “Tantos se posicionam contra o Bolsa Família, mas o Aécio Neves prometeu dar até 13º aos participantes, assim como a candidata Marina Silva. Prometeu também manter o Minha Casa Minha Vida e incluir famílias hoje não contempladas pelo programa”, lembrou.
O deputado citou também outro movimento surgido do “dia pra noite” para que a presidenta Dilma aprove a “PEC da bengala” para estender a aposentadoria de 70 para 75 anos para juízes e ministros, com o argumento de que ela vai indicar mais ministros do Supremo Tribunal Federal do que todos os outros presidentes. “Mas é a lógica da democracia. Se ficar mais quatro anos na presidência, irá indicar mais nomes para o STF”, disse. Jailson questionou sobre o comportamento de ministros indicados pelo ex-presidente Lula, como o de Joaquim Barbosa, de Eros Gral que sempre foi do PSDB e de Luiz Fux na ação penal 470. “Tem muito mais gente no Supremo juridicamente contra o PT do que a favor.”
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