
A deputada Ana Paula Lima (PT) chamou atenção nesta terça-feira (2), no Plenário da Assembleia Legislativa, aos dados alarmantes da violência contra a mulher. Nos boletins da Secretaria de Segurança Pública do Estado de SC, no primeiro semestre deste ano, foram 45.768 ocorrências, sendo 23.077 de violência doméstica. “O que mais me causa estranheza e indignação é que poucos destes boletins tiveram destino certo de investigação e punição dos culpados”, disse.
Segundo Ana Paula, o problema da violência contra a mulher é muito grave no Estado. Cinco cidades de Santa Catarina constam no ranking das mais violentas do País: Criciúma na região Sul, Chapecó no Oeste, Lages na região Serrana, Mafra no Planalto Norte e Balneário Camboriú na Foz do rio Itajaí. “Temos que fazer o debate em todas as regiões porque não podemos mais conviver com estes índices”, afirmou.
A deputada referiu-se aos episódios de violência sexual na faculdade de Medicina na USP e considerou que a Alesc precisa apresentar uma moção de repúdio à instituição. “Não dá para ficar quieta com o que está acontecendo na USP, onde estudantes de medicina estão estuprando mulheres, os mesmos que vão ser médicos. Como é que eles vão atuar nos consultórios? É inadmissível que estas pessoas estejam numa faculdade de medicina”, disparou.
Segundo Ana Paula, a violência é um assunto que não diz respeito somente às mulheres, mas aos homens também, que são pais, avós, irmãos. “Quando o direito da mulher não é garantido, a sociedade toda sofre”. A deputada disse que o debate foi estabelecido, mas o governo do Estado precisa fazer a sua parte com a implantação de delegacias especializadas, profissionais capacitados, casas e abrigos para mulheres vítimas de violência e seus filhos e também centros de referência.
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