Comunicação

Araranguá recebe simulado do Integra com protocolo de ações em situação de ameaça no ambiente escolar


Atividades vêm sendo realizadas em escolas catarinenses para orientar gestores, educadores e profissionais da rede de proteção.

Simone Sartori
29/05/2026 - 15h09min

Araranguá recebe simulado do Integra com protocolo de ações em situação de ameaça no ambiente escolar

Foto: Daniel Conzi / Agência Alesc

A segurança dos estudantes está no foco dos trabalhos da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Por meio do programa Integra, simulados e capacitações vêm sendo realizados em escolas catarinenses para orientar gestores, educadores e profissionais da rede de proteção.

Nesta semana, a cidade de Araranguá recebeu os treinamentos, ministrados na manhã da última terça-feira (26), durante a programação da Alesc Itinerante.

A Escola de Educação Básica João Mathias recebeu a atividade prática do protocolo FEL — fugir, esconder-se e lutar — aplicado pela Polícia Militar como estratégia de resposta a situações extremas de invasão em ambiente escolar.

A simulação integrou o Seminário Macrorregional sobre Segurança nas Escolas, promovido pelo Comitê Integrado para Cidadania e Paz nas Escolas (Integra), iniciativa liderada pela Alesc. Mais do que apresentar técnicas de reação, a proposta busca fortalecer a cultura de prevenção e preparar quem está na linha de frente: professores, diretores, forças de segurança e toda a rede de proteção escolar.

O deputado Rodrigo Fachini (Podemos) destacou que a formação amplia a capacidade de resposta das equipes escolares diante de possíveis situações de risco.

“Em Araranguá acontece algo muito especial, um momento muito importante. Afinal de contas, através do Integra se faz uma formação para todo o agente escolar, ou seja, professor, diretor, orientador, aquele que está em sala de aula, que está com os nossos alunos. Além da prevenção, que é de extrema importância, é muito importante que quem está em sala de aula possa estar preparado para um eventual acontecimento. Deus queira que não aconteça, mas ele precisa estar preparado. E o que acontece hoje aqui em Araranguá é justamente isso: uma formação para que professores, diretores e orientadores estejam preparados para uma eventualidade como essa.”

O coordenador de Polícia Comunitária, major PM Leonardo Baccin, explicou que o treinamento reúne orientações práticas de reação e noções básicas de primeiros socorros em casos de ataque.

“O protocolo FEL significa fugir, esconder-se e lutar. Fugir, por exemplo, para o lado contrário ao agressor. Esconder-se, colocando um armário atrás da porta da sala de aula. E lutar usando, por exemplo, cadeiras que as salas de aula possuem. Também trabalhamos noções de primeiros socorros, porque é um tipo de ação muito importante nesse tipo de ataque.”

Para os profissionais da educação que participaram da experiência, o treinamento proporcionou mais segurança e consciência sobre como agir em situações de emergência.

“A gente teve uma boa noção, apesar de na realidade ser complicado, mas agora já temos uma noção do que fazer e de como agir no momento. A gente era bem leigo nesse assunto. Valeu bastante a pena”, relatou Suzana Burim, coordenadora de um centro infantil da região.

Ela também destacou o impacto prático da atividade. “A gente ouve falar muito, mas ter a experiência do treinamento, vivenciar aquilo, é bem diferente. Te prepara melhor. Hoje me sinto mais segura e mais preparada para agir e proteger as crianças.”

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