
A Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal, em reunião na tarde desta terça-feira (9), aprovou o Projeto de Lei 10/2026, que altera artigos do Código Estadual de Proteção aos Animais.
De autoria do deputado Mário Motta (PSD), a proposição tem como objetivo enrijecer as penalidades administrativas nos casos de maus-tratos com responsabilização de pais ou tutores de menores ou incapazes.
“Também queremos aumentar as multas pelos agravantes na conduta, triplicando no caso de violência extrema e morte. Com o acúmulo de sanções, e o agressor sendo da mesma família proprietária do animal, ele vai ser posto em doação para que uma nova família o trate com o carinho e o respeito que merece”, disse Motta.
Com a aprovação no colegiado, o PL 10/2026 está apto para votação em plenário. A proposta é inspirada no caso do cão comunitário Orelha, que foi encontrado gravemente ferido e submetido à eutanásia, em janeiro deste ano, em Florianópolis.
Síndrome de Noé
Os parlamentares aprovaram requerimento, apresentado pelo presidente da Comissão de Proteção, Defesa e Bem-Estar Animal, deputado Marcius Machado (PL), propondo convite à médica veterinária Kátia Chubaci.
A ativista na causa da proteção animal falará sobre temas como a saúde mental dos protetores, a chamada Síndrome de Noé, assim como a ausência de políticas públicas eficazes, o abandono de animais e a necessidade de implementação de programas permanentes de castração e apoio social na construção de políticas públicas efetivas em Santa Catarina.

