
Debate sobre práticas integrativas
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizou, nesta segunda-feira (16), o 1º Seminário Estadual do Fórum Parlamentar das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Forpics).
O evento, realizado no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, reuniu profissionais da saúde, gestores públicos, pesquisadores, representantes de entidades e usuários de diversas regiões do estado.
Promovido por iniciativa do deputado Padre Pedro Baldissera (PT), coordenador do fórum, o seminário debateu avanços, desafios e perspectivas das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) em Santa Catarina.
Criado em abril de 2021, o Forpics completa cinco anos de atuação em 2026. Nesse período, o fórum tem contribuído para o fortalecimento das práticas integrativas, o acompanhamento de políticas públicas e a construção de iniciativas voltadas ao setor.
O encontro também marcou os 20 anos da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída pelo Ministério da Saúde em 2006.
Ao longo da programação, participantes compartilharam experiências desenvolvidas em diferentes regiões catarinenses e discutiram estratégias para ampliar e qualificar a oferta dessas práticas no Sistema Único de Saúde (SUS).
As discussões devem subsidiar futuras ações voltadas à consolidação e expansão das PICS nos serviços de saúde do estado.
Avanços marcam trajetória do fórum
Na abertura do seminário, o deputado Pedro Baldissera destacou a importância do Forpics como espaço de diálogo e construção coletiva para o fortalecimento da medicina integrativa.
Segundo ele, a atuação conjunta de entidades, profissionais e instituições tem contribuído para ampliar o reconhecimento e a presença das práticas integrativas nos serviços de saúde.
Cinco anos fortalecendo as práticas integrativas
Integrante da organização do evento, o coordenador do Observatório Catarinense das Práticas Integrativas em Saúde (PICS), Elvis Roberto Giacomim, ressaltou que os cinco anos de atuação do fórum foram marcados pelo fortalecimento da articulação entre profissionais, pesquisadores e instituições da área.
Segundo ele, a troca de experiências tem impulsionado a incorporação das práticas integrativas no atendimento à população.
Nesta edição, o evento adotou uma metodologia mais participativa, com debates conduzidos pelos próprios integrantes das mesas, incentivando a construção coletiva de propostas para o setor.
Ministério da Saúde reforça apoio às práticas integrativas
Representando o Ministério da Saúde, Francine Julian Oliveira Campos destacou avanços institucionais na área, entre eles a inclusão da coordenação das Práticas Integrativas e Complementares no organograma da Secretaria de Atenção Primária à Saúde.
De acordo com ela, a medida fortalece o reconhecimento das práticas integrativas no âmbito federal e contribui para a formulação de políticas públicas nos estados e municípios.
Francine também ressaltou o papel do fórum no fortalecimento das diretrizes e estratégias de cuidado do SUS, ampliando as possibilidades de atendimento à população.
Durante sua participação, destacou os benefícios das práticas integrativas para o fortalecimento dos vínculos entre usuários, profissionais, comunidades e o Sistema Único de Saúde.
“As Práticas Integrativas e Complementares no SUS visam à prevenção de agravos, promoção, recuperação da saúde e cuidado integral, com foco na Atenção Primária, buscando ampliar o acesso com qualidade, eficácia, eficiência e segurança, além de estimular ações inovadoras e sustentáveis”, afirmou
ALESC EXPLICA
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são abordagens terapêuticas que complementam os tratamentos convencionais e buscam promover o cuidado integral à saúde.
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares foi instituída pelo Ministério da Saúde em 2006 para ampliar a oferta dessas práticas no Sistema Único de Saúde (SUS).
O Fórum Parlamentar das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde acompanha políticas públicas, promove debates e apoia iniciativas voltadas ao fortalecimento das práticas integrativas em Santa Catarina.
Sim. As práticas integrativas estão previstas na política nacional do Ministério da Saúde e podem ser ofertadas pelos serviços públicos de saúde conforme a estrutura e a organização de cada município.

