
Preparação para a COP30
Um simpósio estadual marcado para o dia 20 de outubro, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), apresentará as propostas colhidas pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Casa nas cinco conferências regionais sobre a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), evento que será realizado em novembro, em Belém (PA).
O assunto foi tema de uma entrevista coletiva concedida no Palácio Barriga Verde, na tarde desta quinta-feira (25).
Conferências regionais
Conforme o proponente das conferências e presidente da comissão, deputado Marquito (Psol), o documento reunirá as contribuições apresentadas nos encontros regionais realizados em Joinville, Lages e Criciúma, além da conferência em Florianópolis, realizada nesta quinta-feira, e da etapa de Chapecó, programada para o dia 3 de outubro.
"Vamos acolher as propostas relacionadas à questão das mudanças climáticas e sistematizá-las em um documento que será apresentado no simpósio estadual e encaminhado à Presidência da COP30", explicou o parlamentar.
"Esse é um tema relevante para Santa Catarina, um estado que enfrenta diversas ocorrências ligadas ao clima e que possui, além de demandas, boas soluções a apresentar."
Principais propostas levantadas
Marquito adiantou alguns dos principais pontos discutidos nas conferências já realizadas.
- Em Joinville, destacaram-se a proteção da Baía da Babitonga e a redução na emissão de gases poluentes.
- Em Criciúma, o foco foi a transição energética justa, diante da diminuição da exploração do carvão mineral.
- Em Lages, ressaltou-se a necessidade de medidas de proteção aos campos de altitude.
"Tomamos a decisão correta ao ouvir a população catarinense e construir esse diagnóstico sobre a situação climática em nosso estado. Santa Catarina é um terreno fértil para esse debate", afirmou o deputado.
"Além de apresentarmos as propostas à COP30, também vamos entregá-las ao governo estadual, como subsídio para a elaboração de políticas públicas voltadas ao tema."
Reconhecimento internacional
Luciana Abade Silveira, representante da Presidência da COP30, elogiou a iniciativa das conferências regionais.
"Um dos objetivos da COP é justamente estimular que as pessoas, em todo o mundo, participem dessas discussões sobre o enfrentamento das mudanças climáticas em seus territórios", afirmou.
Segundo ela, a COP30 tem recebido sugestões de diversos setores da sociedade. "Temos acolhido todas com muita atenção. São demandas e soluções que buscaremos levar para dentro da conferência, nas mais diversas formas."
Participação de entidades e especialistas
Murilo Parrino Amatneeks, que acompanha a agenda parlamentar e dos entes subnacionais na COP30, destacou que o espaço do evento não será dedicado apenas às demandas.
"Também haverá oportunidade para a apresentação de soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas, bem como de boas práticas que já existem e podem ser replicadas."
A entrevista coletiva também contou com a participação de Beatriz Pagy, coordenadora da rede de parlamentares pelo clima Mandates-C e secretária do Grupo de Trabalho de Clima da Frente Parlamentar Ambientalista no Congresso Nacional.
Mini-FAQ
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O que é a COP30?
É a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que ocorrerá em novembro de 2025 em Belém (PA).
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Por que Santa Catarina participa?
O estado enfrenta impactos recorrentes das mudanças climáticas e reúne soluções e experiências que podem contribuir para o debate internacional.
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O que será apresentado no simpósio estadual?
Um documento com propostas levantadas em cinco conferências regionais catarinenses, que será entregue à Presidência da COP30 e ao governo estadual.

