Comunicação

Seminário discute os desafios da educação bilíngue em SC


Evento promovido pela Alesc reúne lideranças e especialistas para debater avanços e perspectivas da educação bilíngue de surdos no Brasil.

Valquíria Guimarães
30/09/2025 - 15h36min

Seminário discute os desafios da educação bilíngue em Santa Catarina.

Seminário discute os desafios da educação bilíngue em Santa Catarina.

FOTO: Daniel Conzi/Agência AL

Protagonismo da comunidade surda

A comunidade surda como protagonista inspirou a primeira edição do Seminário de Formação de Professores para o Ensino Bilíngue de Surdos, promovido pelo Parlamento catarinense.

O evento acontece entre terça (30/09) e quarta-feira (1º/10), no Auditório Antonieta de Barros, no Palácio Barriga Verde, em Florianópolis, reunindo gestores federais, estaduais e municipais, especialistas, educadores, lideranças da UFSC, Udesc, IFSC e do Ministério Público.

Também participam representantes da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS), da Associação de Surdos da Grande Florianópolis (ASGF), da Associação de Surdos da Região de Laguna (ASSUL), além de gestores surdos que ocupam cargos públicos relevantes.

Proposta do evento

A iniciativa é da Comissão de Educação e Cultura, presidida pela deputada Luciane Carminatti (PT), com apoio da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Escola do Legislativo.

O seminário tem como foco debater os desafios e as perspectivas da educação bilíngue de surdos no Brasil.

Destaque catarinense

Santa Catarina se diferencia nacionalmente por iniciativas pioneiras, como a criação do Campus Palhoça Bilíngue (IFSC), único da rede federal de educação profissional com esse perfil.

Outro exemplo é o curso Letras-Libras, da UFSC, referência nacional na formação de professores para a área.

Democracia e inclusão

Durante a abertura, a deputada Luciane Carminatti reforçou que não existe democracia sem inclusão efetiva. Protagonista na defesa de legislações sobre acessibilidade, a parlamentar destacou que o seminário é um marco no compromisso de construir uma educação verdadeiramente democrática.

“A formação docente é o pilar desse processo. O que estamos fazendo aqui, com este evento, é algo inédito no país”.

Ela também anunciou que protocolará um projeto de lei para a criação e distribuição de uma cartilha voltada às famílias surdas de Santa Catarina, orientando sobre seus direitos na sociedade.

Primeiro dia de atividades

A programação iniciou com a palestra “Educação Bilíngue de Surdos como Modalidade Escolar”, ministrada por Patrícia Luiza Ferreira Rezende-Curione, diretora nacional da Educação Bilíngue de Surdos (MEC).

À tarde, uma mesa-redonda estratégica, mediada pela deputada Luciane Carminatti, reuniu lideranças do IFSC, IFC, UFSC, Udesc, Secretaria de Estado da Educação (SED) e Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE).

O dia foi encerrado com a palestra técnica do professor Felipe de Almeida Coura (UFT), sobre a implementação prática da educação bilíngue.

Programação – Dia 1º de outubro de 2025

08:00 – 08:30 | Credenciamento
 
08:30 – 09:30 | Mesa-Redonda: A trajetória histórica da educação de surdos: do oralismo à educação bilíngue
Participantes: Ronice Muller de Quadros, Deonísio Schmitt
Mediadora: Marianne Rossi Stumpf
 
09:30 – 11:30 | Mesa-Redonda: A educação que nós surdos queremos
Participantes: Crisiane Nunes Bez Batti, Sandra Lúcia Amorim, Mariana de Lima, Isaac Leandro Campos
Mediador: André Ribeiro Reichert
 
11:30 – 13:00 | Almoço
 
13:00 – 13:30 | Recredenciamento
 
13:30 – 15:30 | Mesa-Redonda: Diferentes experiências na implementação da educação bilíngue no Brasil
Participantes: Isabelle C. R. Dias Meduna, Elaine M. dos Santos, Simone G. de Lima da Silva, Fátima R. S. Gonçalves, Felipe A. Coura
Mediadora: Bruna C. Neves
15:30 – 16:00 | Intervalo
 
16:00 – 18:00 | Mesa-Redonda: Diretrizes Nacionais para a Formação de Professores: impactos no campo da educação bilíngue de surdos
Participantes: Margareth Fadanelli Simionato, Madalena Klein
Mediadora: Ana Paula Jung

Mini-FAQ

1) O que é educação bilíngue de surdos?
Modalidade que assegura Libras (L1) como língua de instrução e português escrito (L2) como segunda língua.

2) Por que Santa Catarina é referência nessa área?
Por iniciativas pioneiras, como o Campus Palhoça Bilíngue (IFSC) e o curso Letras-Libras (UFSC), entre outras.

3) Quem organiza o seminário?
A Comissão de Educação e Cultura da Alesc, com apoio da Escola do Legislativo e da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência.


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