
A abertura do 2º Simpósio Nacional sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) foi realizada na manhã desta segunda-feira (12), no Centro de Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Apoiado pela Assembleia Legislativa, o evento promove o debate sobre o comprometimento de instituições públicas e privadas em busca de soluções para políticas de combate à doença. Também discute os desafios para o controle da epidemia e novas abordagens no campo da prevenção e tratamento.
Participaram da abertura do simpósio o deputado Volnei Morastoni (PT), presidente da Comissão de Saúde do Legislativo e coordenador geral do evento; professor doutor Luiz Alberto Peregrino Ferreira, coordenador científico; Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde – Ministério da Saúde; Maria da Graça Chraim dos Anjos, gerente de Vigilância de Doenças Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde; e Ana Rosa Neuburger Urbano, representante do Fórum ONG Aids de Santa Catarina.
O Parlamento catarinense já atuou como parceiro do evento em sua primeira edição, em 1992. O 1º simpósio reuniu grandes nomes da pesquisa médica e laboratorial, obteve repercussão internacional e foi considerado um marco na história da luta contra a Aids no país. “É uma honra para a Assembleia Legislativa de Santa Catarina poder estar mais uma vez à frente de um evento com esta importância para a saúde pública no nosso Estado e do Brasil”, declarou Morastoni.
Na opinião de Peregrino, coordenador científico do simpósio, a expectativa é que o encontro represente novamente um marco na história do combate à infecção no país, como foi há 20 anos. “O grande foco do evento é a participação da população. Esperamos que desta vez a sociedade organizada tenha um papel importante no controle e na prevenção da doença”, disse.
Em nome do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Greco parabenizou os organizadores pela iniciativa. “É importante discutir este tema além do dia 1º de dezembro [Dia Mundial de Luta Contra a Aids] e do carnaval, ocasiões em que geralmente se fala sobre a Aids. O problema não desapareceu, está presente o tempo inteiro”, destacou.
O 2º Simpósio Nacional sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é uma promoção da Assembleia Legislativa, do Governo do Estado, da Secretaria de Estado da Saúde, da Universidade Federal de Santa Catarina, com o apoio institucional da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (FAPEU) e a supervisão científica do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais.
A programação do evento, que se estende até amanhã (13), pode ser acessada no site www.eventoaids.ufsc.br
Ausência de Montagnier – Durante a abertura, Morastoni lamentou o cancelamento da participação do professor Luc Montagnier no simpósio. O Prêmio Nobel de Medicina pela descoberta do vírus da Aids encerraria o evento com uma apresentação sobre os dilemas científicos do presente e o desenvolvimento de novas terapias. “Infelizmente alguns imprevistos acabaram cancelando a vinda do professor. Independente disso, tenho certeza de que os demais especialistas darão a este encontro a grandeza que ele representa”, afirmou.
A conferência de encerramento será realizada nesta terça-feira (13), a partir das 17 horas, com palestra de Mariângela Simão, chefe da Divisão de Prevenção, Vulnerabilidade e Direitos do Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV/Aids – Unaids Genebra. O tema em pauta será “Zero de infecções, zero de preconceito e zero de morte. Início do fim?”. (Ludmilla Gadotti)

