
As entidades da agricultura familiar e agroindústrias de pequeno porte ganharam um espaço específico no Parque Tancredo Neves durante a Efapi 2011, chamado de Tecnoagrofamiliar. Cerca de 30 expositores integram o espaço e revelam uma produção diversificada de embutidos, lácteos, vinhos, cachaças, mel, plantas ornamentais e fruticultura, provenientes de diversas regiões do estado.
A finalidade do espaço, organizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca, é divulgar os produtos e prospectar negócios, conforme explica Mauro Zandavalli, assessor especial da secretaria. “Reunimos uma diversidade bem representativa da agricultura do estado”, opina. A secretaria aproveitou o espaço para demonstrar o Programa Beija-flor de inclusão digital, que leva internet às comunidades rurais. O programa já disponibilizou 153 pontos que funcionam como telecentros, com oito computadores cada, distribuídos em mais de 100 municípios. “Levar a tecnologia ao meio rural é essencial para manter os jovens no campo”, opina o consultor técnico do programa, Marcos Vinícius Vanzin.
Conforme Laís Suelen de Jesus, auxiliar administrativa da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), o espaço disponibilizado na Tecnoagrofamiliar ajudará a demonstrar os diferenciais dos produtos da agricultura familiar – a mão de obra e a maneira como são feitos. O produtor Alvise Barp, 66 anos, concorda com ela. “Decidimos participar não tanto para vender, mas para mostrar os produtos da nossa agroindústria.” Há 11 anos ele e os quatro filhos montaram uma agroindústria de embutidos no município de Chapecó, o que possibilitou a agregação de valor à produção. Segundo Barp, a agroindústria familiar garantiu renda e ajudou a manter a família no meio rural até hoje. (Lisandrea Costa)

