
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina (Sintespe) realizaram na tarde desta quarta-feira (23) uma assembleia no hall do Parlamento Catarinense para dar início à campanha salarial do funcionalismo. A mobilização coincide com a chegada, à Assembleia Legislativa, do projeto de lei do governo estadual que estabelece uma nova política salarial para todos os servidores do Estado.
A assembleia teve a participação de dezenas de funcionários de várias categorias, vindos de diversos municípios. Sindicatos como o Sinte/SC (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina) também compareceram. Segundo o presidente do Sintespe, Antônio Luiz Battisti, o objetivo é unir todos os sindicatos e associações que representam as várias categorias profissionais do funcionalismo público para analisar o projeto do governo estadual e apresentar as propostas do sindicato. “Queremos unificar a luta em torno das melhorias salariais de todas as categorias”, afirmou.
O Sintespe reivindica reposição salarial de 30,88%, aumento no auxílio-alimentação, isonomia das gratificações de produtividade, entre outros pedidos. Conforme Battisti, a situação de algumas categorias, como a Educação e Inmetro, é mais complicada, pois, em muitos casos, os salários iniciais não passam de R$ 700, sem nenhuma gratificação. Já o projeto do governo prevê reajuste linear de 8% para os servidores, unificação da data-base de todas as categorias para janeiro e reajuste no valor do vale-alimentação em 100% até junho de 2012, que passa de R$ 6 por dia para R$ 10 em janeiro e para R$ 12 em julho.
A deputada Luciane Carminatti (PT) compareceu à assembleia do Sintespe e declarou apoio às reivindicações dos servidores. “É uma vergonha um Estado que tem uma previsão de arrecadação de R$ 25 bilhões para 2012 pagar alguns dos piores salários do Brasil”, disse.
Na próxima semana, o presidente do Sintespe, a pedido da deputada Angela Albino (PCdoB), ocupará a tribuna da Assembleia Legislativa para se manifestar sobre a política salarial proposta pelo governo estadual e as reivindicações da categoria. (Marcelo Espinoza)

