Comunicação

Servidores do Imetro e da Educação pedem apoio dos deputados para melhorias salariais


29/11/2011 - 19h01min

Sessão Ordinária – Plenário Osni Regis

Sessão Ordinária – Plenário Osni Regis

Servidores da Secretaria da Educação e do Instituto de Metrologia de Santa Catarina (Imetro/SC) estiveram na tarde desta terça-feira (29) na Assembleia Legislativa e pediram apoio dos deputados para melhorias nos salários. Acompanhados do presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual (Sintespe), Antônio Luiz Battisti, eles ocuparam a tribuna da Assembleia. Dezenas de servidores de vários pontos do Estado acompanharam a sessão.
Conforme Heron Roberto Santos, servidor do Imetro, a categoria tem um dos piores salários de todo o funcionalismo catarinense. Um funcionário de nível médio recebe hoje R$ 994 mensais mais auxílio-alimentação, sem direito a nenhuma gratificação.
Os servidores do Imetro reivindicam a criação de uma gratificação, que já está em análise na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. “Pedimos aos deputados que intercedam por nós afim de trazer e aprovar essa gratificação até o fim do ano”, afirmou Santos. Segundo ele, a arrecadação do Imetro seria mais que suficiente para custear o impacto dessa gratificação nos cofres do governo.

Educação
Leonel Marcos Valcanaia, representante dos servidores administrativos da Educação, reivindicou a isonomia salarial na categoria. “Não entendemos porque do tratamento diferenciado entre servidores ligados à sede da secretaria, que recebem gratificação, e os dos Cejas, colégios agrícolas e escolas de ensino básico, que têm apenas o salário base”, afirmou.
O vencimento para servidor com nível médio na Educação é de R$ 900 mensais. Quem tem nível superior, ganha R$ 1,2 mil. “Por isso pedimos que os deputados abracem a nossa causa em busca da isonomia e equiparação salarial”, disse.

Política salarial
O presidente do Sintespe afirmou que o funcionalismo público pedirá alterações nos projetos de lei encaminhados pelo Poder Executivo, em tramitação na Assembleia, que tratam da política salarial dos servidores. Uma das mudanças é a colocação da data-base em maio, e não em janeiro, como propôs o governo.
Com relação ao reajuste de 8%, o sindicato proporá a concessão desse índice de uma única vez e não parcelado, como quer o governo. “Nos últimos dois anos houve um crescimento de 18% na receita corrente líquida do Estado. Apenas com o aumento da arrecadação, esse reajuste se pagará”, acredita Battisti. (Marcelo Espinoza)

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