
Em Assembleia Geral realizada na tarde desta quarta-feira (27), servidores da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) estiveram na sede do Poder Legislativo para solicitar o apoio dos parlamentares. A iniciativa visa sensibilizar o governo do estado a adotar medidas para impedir o corte das gratificações atribuídas ao órgão, instituídas pela Lei nº 307/05. De acordo com a manifestação dos funcionários, a remuneração é um direito constitucional, e com o possível corte representará uma perda média de 50% a 70% da remuneração da categoria.
Em nome dos funcionários, a presidente da Associação de Servidores da Fatma (Afatma), Rosana Magali Golarte, informou que a instituição possui uma proposta de anteprojeto com todas as reivindicações para ser apresentada ao Poder Executivo, porém o governo não abre um meio de diálogo para que a proposta possa ser debatida. “Solicitamos que o Legislativo nos apoie e que junto possamos ter uma audiência com o governador , assegurando que ele não nos tire o que é de direito”, mencionou. Além do problema com as gratificações, Rosana aproveitou a oportunidade para ressaltar que o debate entre o Executivo e servidores é fundamental para que o projeto, de autoria do governo, encaminhado ao Legislativo, esteja de acordo com as reivindicações para que não ocorra impasse na sua tramitação e que não se corra o risco de aprovar uma matéria que venha a prejudicar a classe.
Na ocasião, a presidente da Afatma fez uma breve explanação sobre os valores dos vencimentos do órgão. Segundo Rosana, os vencimentos estão distribuídos em três categorias: Nível Superior R$1.200, com gratificação de R$1.900; Nível Médio R$900, gratificação R$1.500, e Nível Fundamental R$800, gratificação de R$1.200. Já o Deter possui gratificações de Nível Superior R$ 1.000, Nível Médio R$700 e Nível Fundamental R$500. “A perda dessas gratificações não acarreta apenas em prejuízo financeiro, mas gera desmotivação dos funcionários. Nosso salário esta defasado, tanto que muitos dos concursados não estão assumindo o cargo e os que assumiram estão pedindo exoneração. Caso o governo não nos receba até aproxima terça-feira (3) entraremos em greve”, revelou.
Parlamentares
Atento às reivindicações, o líder do governo, deputado Elizeu Mattos (PMDB), se comprometeu com a categoria de acionar a Casa Civil para que o projeto não venha para o Legislativo antes da audiência com o governador. “Nossa intenção é promover o debate para que o governo possa chegar mais próximo possível de atender as reivindicações dos servidores. O Parlamento é solidário à manifestação”, frisou.
Em nome do Partido dos Trabalhadores, a deputada Luciane Carminatti anunciou que a bancada é favorável à reivindicação. Na ocasião, a líder do PCdoB, deputada Angela Albino, sugeriu que até o projeto vir para a Assembleia e ser votado, seja construída uma moratória até julho, estipulando que não se mexa mais no valor dos vencimentos.
Na condição de membros da base do governo, a deputada Dirce Hiederschidt (PMDB) e o deputado Gilmar Knaesel (PSDB) manifestaram apoio, destacando a urgência de um diálogo com o Executivo a fim de solucionar a questão. (Tatiani Magalhães)

