
Integradores e gestores das 36 regionais catarinenses e coordenadores do Programa Mais Educação/Educação Integral das secretarias lotaram o auditório Antonieta de Barros da Assembleia Legislativa na manhã desta quarta-feira (9) para a abertura do 1º Seminário Catarinense de Educação Integral. O evento, promovido pela Secretaria de Estado da Educação (SED) e a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), tem por objetivo aprofundar as políticas públicas de educação integral e debater iniciativas que favoreçam a aprendizagem na rede escolar de ensino.
A abertura do encontro contou com palestra da diretora de Currículos e Educação Integral do Ministério da Educação, Jacqueline Moll. A educação em período integral no Brasil, disse Jacqueline, apesar das várias tentativas feitas, vem sendo enfocada como política pública no Brasil somente a partir de 1996. Neste ano, foram incluídos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação diversos artigos específicos sobre o tema. Mais recentemente, o programa Mais Educação, desenvolvido pelo governo federal tendo com base estudos do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e as diretrizes traçadas no Plano Nacional da Educação, vem propondo diversas melhorias no ambiente escolar visando a implantação da educação integral até 2020. ”Nenhum país desenvolvido tem menos de seis horas de ensino por dia. No Brasil temos apenas quatro horas em média. Uma realidade que precisamos mudar”, disse Jacqueline.
Em Santa Catarina, afirmou o secretário da Educação, Eduardo Deschamps, 100 escolas já disponibilizam o ensino em tempo integral para o 1º ano do ensino médio, beneficiando cerca de 15 mil alunos em todo o estado. Destas, 40 oferecem aulas nesta modalidade em todos os dias da semana e 60 em três dias. “A expectativa é de que no ano que vem possamos ampliar não só o número de escolas, mas também o número de séries atendidas”, anunciou.
A mudança total para o ensino integral, acrescentou Deschamps, deve acontecer de modo gradativo, tendo em vista os ajustes que ainda precisam ser feitos. “Não adianta estendermos apenas o tempo de ensino. Precisamos também aprimorar a infraestrutura das escolas e construir um projeto pedagógico”.
O seminário prossegue até quinta-feira (10) com a realização de apresentações culturais, mesas temáticas e o lançamento de um livro. (Alexandre Back)
Programação:
09/05
9h às 10h15min – Apresentação cultural: Coral IEE
10h30min às 12h – Currículo na Educação Integral: Mudanças e Desafios
12h – Lançamento do livro “Caminhos da Educação Integral no Brasil – Direito a outros tempos e Espaços Educativos”
13h30min às 14h – Apresentação cultural – Grupo de Dança dos alunos do Programa Mais Educação: CEM São Luiz e SME São José
14h às 15h45min – Mesa Temática I – Direitos Humanos, Saúde Escolar e Educação Ambiental: Perspectivas e Desafios da Educação Integral
16h às 17h – Comunicação de Trabalhos Institucionais II
17h às 18h30min – Mesa Temática II – Educação Integral: Tempos e Espaços Escolares na Educação Básica
10/05
8h às 9h20min – Mesa Temática III – Currículo, Formação Continuada e Cultura Digital na Educação Integral: Interfaces
09h45min às 12h – Mesa Temática IV – Operacionalização da Educação Integral
13h30min às 14h – Apresentação Cultural – Coral Vozes da Esperança
14h às 15h – Comunicação de Trabalhos Institucionais II
15h às 17h – Mesa Temática V – Ampliação do Programa Mais Educação: Segundo Tempo e Escola Aberta. Comitê Metropolitano

