Comunicação

Seca compromete futuro do agronegócio catarinense


14/02/2012 - 20h45min

De acordo com o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, a queda da produção de milho ocasionada pela estiagem prolongada que afeta as regiões Oeste e Meio Oeste do Estado, associada a questões logísticas, deve elevar os custos e pode inviabilizar as agroindústrias catarinenses.
Em algumas propriedades, a quebra da safra de milho ultrapassou 60%. Em razão da seca, Santa Catarina, que importa cerca de 3 milhões de toneladas do cereal, deve buscar abastecimento de pelo menos mais 500 mil toneladas em outras regiões do país e no Paraguai. O milho é o principal insumo da cadeia do agronegócio, utilizado desde a alimentação animal até a indústria de alta tecnologia.
Segundo o secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Chapecó, Ricardo Lunardi, o reflexo da seca também será sentido ao longo do ano, pois a quebra na safra de milho comprometeu a armazenagem dos grãos para as próximas estações. Lunardi defende que agricultores e poder público adotem ações definitivas para evitar tantos danos no campo por falta de água. “Temos que investir em cisternas, reservatórios de água e sistemas de irrigação”, disse. Os 86 municípios catarinenses em estado de emergência já registram prejuízos superiores a R$ 500 milhões.
As declarações de Mário Lanznaster e Ricardo Lunardi foram concedidas à TVAL, integrando uma série de reportagens sobre a seca no Oeste catarinense. A segunda matéria da série será exibida hoje, às 18h30min, no Jornal da Assembleia.
O tema da estiagem também estará presente na programação da TVAL no “Parlamento Debate”. O programa conta com a participação do deputado Mauro de Nadal (PMDB), Mário Lanznaster e Jurandi Gugel, delegado regional do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Agrário (MDA). Para conferir os horários de exibição do programa, basta acessar o link http://www.alesc.sc.gov.br/portal/tval/programacao. (Ludmilla Gadotti)

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