
Após uma audiência com o vice-governador, Eduardo Pinho Moreira, e o secretário de Estado da Agricultura, João Rodrigues, na manhã desta quarta-feira (18), os representantes da agricultura familiar em Santa Catarina estiveram na Assembleia Legislativa para solicitar apoio dos parlamentares à pauta de reivindicações entregue ao Executivo referente aos prejuízos causados pela estiagem. Apoiados pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), o grupo ressaltou que precisa urgentemente de uma assistência e que a pauta seja atendida como prioridade.
A agricultora familiar Adriana de Souza elencou algumas das reivindicações, enfatizando que a agricultura representa 36% do Produto Interno Bruto (PIB) catarinense, destes 60% é da agricultura familiar. “Aproximadamente 80 mil famílias que vivem da atividade foram castigadas com a estiagem. Com a pauta buscamos discutir essas consequências adotando novas formas de renda para que o agricultor permaneça no campo, mas para isso é fundamental uma política diferenciada para a agricultura familiar e camponesa. Pedimos medidas para irrigação, compensação por causa das perdas, renovação de convênios”, frisou.
Os efeitos e os prejuízos causados pela estiagem em Santa Catarina são maiores em direção ao extremo-oeste do Estado, porém já começam a ser sentidos também no sul, sendo que 116 municípios catarinenses estão em situação de emergência. Os maiores prejuízos são na safra de grãos, especialmente milho, soja e feijão, e na produção de leite, com uma repercussão financeira de R$ 748 milhões. (Tatiani Magalhães)

