
O Programa Escola Aberta, do Ministério da Educação, e o Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, foram abordados na última mesa temática do 1º Seminário Catarinense de Educação Integral, que aconteceu ontem (9) e hoje (10) no Auditório Antonieta de Barros da Assembleia Legislativa. Os gestores e coordenadores escolares presentes no encontro foram incentivados a cadastrar suas escolas nos programas. O evento foi promovido pela Secretaria de Estado da Educação (SED) e pela União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) para debater políticas públicas de educação integral e iniciativas que favoreçam a aprendizagem na rede escolar de ensino.
A consultora do Ministério da Educação, Carla Borges, estimulou os coordenadores e educadores a trazerem a comunidade para dentro da escola, mesmo nas instituições que ainda não implantaram o Programa Escola Aberta. Segundo ela, as escolas alcançam resultados muito positivos ao promover e ampliar a integração com a comunidade. A diminuição do vandalismo e da depredação, a redução de todos os tipos de violência e participação da comunidade na gestão escolar foram alguns benefícios enumerados por ela. O Escola Aberta é baseado em três eixos: educação, cidadania e inclusão social e tem como meta atingir 4 mil escolas até o final de 2012. “Em Santa Catarina não houve grande procura por esse programa, mas ainda há possibilidade de inclusão de escolas”, informou.
O Programa Segundo Tempo atinge cerca de 2 milhões dos 38,7 milhões de alunos que cursam o ensino regular no Brasil, na faixa de 6 a 17 anos, de acordo com Cláudia Bernardo, da Coordenação de Políticas e Programas Intersetoriais do Ministério do Esporte. “Precisamos fazer um esforço para efetivamente tornar o esporte uma política pública e podemos fazer isso em articulação com o sistema educacional”, defendeu. O programa deve chegar a 10 mil escolas até o final de 2012.
O Segundo Tempo se baseia em um conceito de esporte educacional, que procura evitar a competitividade. Não tem como foco o esporte de resultado, mas o estímulo à vida ativa por meio do esporte. Favorece a independência, a cooperação e a autonomia. No contexto da cidadania, estimula a formação de hábitos e atitudes e a socialização. “O programa contribui para o aumento da frequência escolar, melhoria do desempenho, melhora a relação com os pais, diminui a delinquência e os distúrbios comportamentais e aumenta a responsabilidade”, explicou Cláudia. (Lisandrea Costa)

