Comunicação

Programa Fala Jovem debate identidade e representatividade negra


Edição especial reuniu estagiários da Assembleia Legislativa para reflexões sobre identidade, combate ao racismo, legado de Antonieta de Barros e valorização da história da população negra.

Tatiani Magalhães
30/07/2026 - 10h32min

Programa Fala Jovem.

Programa Fala Jovem.

Foto: Daniel Conzi / Agência Alesc

Ver resumo

Com o Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright lotado, a Coordenadoria de Estágios, Integração e Desenvolvimento (CEID) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina promoveu, nesta semana, uma edição especial do programa Fala Jovem.

O encontro reuniu estagiários da Casa para um diálogo sobre identidade, representatividade e valorização da história da população negra, encerrando a programação alusiva ao Mês da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado ao longo deste mês e oficialmente comemorado em 25 de julho.

Homenagem a Antonieta de Barros

A edição também prestou homenagem aos 125 anos de nascimento de Antonieta de Barros, primeira deputada negra de Santa Catarina e do Brasil, destacando seu legado para a educação, a política e a luta pela igualdade racial.

Educação, cultura e identidade

Como convidadas, participaram a educadora Valdeonira Silva dos Anjos, fundadora e matriarca da Escola de Samba Dascuia, e a professora de História e educadora antirracista Carol Carvalho.

Em um bate-papo marcado pela troca de experiências, ambas compartilharam suas trajetórias e promoveram reflexões sobre identidade cultural, representatividade, racismo e a importância da preservação da memória da população negra.

Para Carol Carvalho, pensar o mundo a partir da perspectiva das pessoas negras, especialmente das mulheres negras, passa pela articulação entre educação, arte e cultura.

Segundo a educadora, esses elementos fortalecem valores como a oralidade, a ancestralidade e a coletividade, presentes em diferentes manifestações culturais, como as escolas de samba.

Ela destacou que esses espaços promovem o fortalecimento da identidade, a inspiração e o resgate de referências historicamente negadas em razão da escravidão e do colonialismo.

“Quando as pessoas podem ser exatamente quem são, elas contribuem para a construção de uma sociedade mais livre de discriminação”, afirmou.

Legado e oportunidades

Durante a programação, foi exibido um vídeo sobre a trajetória de Antonieta de Barros, ressaltando sua atuação pioneira em defesa da educação pública e sua contribuição para a história política de Santa Catarina e do Brasil.

Os estagiários também conheceram o Programa Antonieta de Barros, iniciativa voltada à formação e à geração de oportunidades para jovens.

A apresentação destacou a atuação de Gerusa Romão, uma das idealizadoras do projeto e integrante do Fórum da Mulher Negra de Florianópolis, e de Uda Gonzaga, liderança histórica do movimento de mulheres negras e também integrante do Fórum, que tiveram papel fundamental na criação da iniciativa.

Espaço para diálogo e reflexão

Ao longo do encontro, os participantes tiveram espaço para fazer perguntas, compartilhar experiências e aprofundar o debate com as convidadas, tornando a atividade um momento de escuta, aprendizado e reflexão sobre a valorização da diversidade e o combate ao racismo.


ALESC EXPLICA

Quem foi Antonieta de Barros?

Antonieta de Barros (1901–1952) foi professora, jornalista e a primeira deputada negra de Santa Catarina e do Brasil. Defensora da educação pública, da alfabetização e da participação das mulheres na política, tornou-se uma das principais referências da história catarinense e da luta pela igualdade racial.

O que é o Programa Fala Jovem?

O Fala Jovem é uma iniciativa da Coordenadoria de Estágios, Integração e Desenvolvimento (CEID) da Assembleia Legislativa que promove encontros com estagiários para debater temas de interesse social, político e institucional, incentivando a formação cidadã e o diálogo.

O que é o Programa Antonieta de Barros?

É um programa voltado à formação e à geração de oportunidades para jovens, inspirado no legado da educadora e parlamentar Antonieta de Barros e desenvolvido para ampliar a inclusão e o acesso à qualificação.

O que é o Mês da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha?

A campanha tem como marco o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, e busca valorizar a contribuição histórica das mulheres negras, além de promover debates sobre igualdade racial, direitos e combate ao racismo.

Notícias relacionadas


Ver mais notícias relacionadas

Whatsapp

Informações da Alesc no seu celular

Receber notícias