
Durante a primeira sessão ordinária após o recesso parlamentar do mês de julho, realizada na tarde desta terça-feira (4), os parlamentares fizeram ressalvas sobre o vírus Influenza A-H1N1 (gripe “A”) no estado e no país. O deputado Jailson Lima (PT) puxou o assunto e criticou a cobertura feita pelos veículos de informação do país. “Querem transformar um resfriado em gripe A”, disparou. Ele salientou os perigos da automedicação e a superlotação das emergências dos hospitais por conta de um simples mal estar. “Não se pode tomar remédios aleatoriamente. Muitas pessoas morrem pelo uso indevido de medicamentos, até mais do que pela gripe A”, ressaltou.
Médico do trabalho, Jailson declarou que este alarde favorece a indústria farmacêutica. “Queremos alertar a população e tranquilizá-la. O antiviral começou a ser usado de forma indevida e pode provocar a resistência do vírus, como já aconteceu no Japão, Estados Unidos e Alemanha”, explicou. Segundo dados apresentados por ele, cerca de 300 óbitos foram registrados em todo o mundo, 96 no Brasil e três em Santa Catarina.
O líder do PMDB, deputado Antônio Aguiar, que também é médico, relatou os cuidados que o governo do Estado vem tomando para que a doença não avance. “A gripe A é uma doença contagiosa. O governo está ressaltando os cuidados que devem ser tomados nas escolas e está certo em não lançar mão de decisões drásticas, em não cancelar as aulas”, apoiou.
Para ele, a imprensa deve enfatizar restrições e medidas que devem ser tomadas. “Temos consciência de que não podemos fazer a automedicação, porque trazem efeitos colaterais importantes e cumulativos. A medicação só deverá ser feita com recomendação médica”, ensinou.
Já o deputado Moacir Sopelsa (PMDB) falou sobre os prejuízos que a denominação gripe “suína” trouxe ao setor produtivo e das duas mortes registradas no município de Concórdia. “A doença tem que ser chamada pelo nome científico e não pelo apelido”, aconselhou. (Denise Arruda Bortolon/Divulgação Alesc)

