Comunicação

Obra literária resgata história de Florianópolis após Desterro


Tatiani Magalhães
08/09/2015 - 21h43min

FOTOS: Eduardo Guedes de Oliveira/Agência AL

FOTOS: Eduardo Guedes de Oliveira/Agência AL

Após meio século de pesquisa, com uma compilação exemplar de imagens, pinturas e textos sobre a Capital, o autor Gilberto Gerlach lançou na noite desta terça-feira (8), na Assembleia Legislativa, o livro “Ilha de Santa Catarina – Florianópolis”. A obra é uma continuação de Desterro – Ilha de Santa Catarina, lançada em 2010, com imagens e textos do século 16 até 1894. Dividido em dois volumes, a obra narra em 776 páginas os acontecimentos da cidade a partir de relatos e de milhares de imagens de acervo da história de Florianópolis, do final do século 19 à década de 1930.
Considerado pelo autor uma viagem reveladora, onde o leitor tem acesso a relatos peculiares do que foi a capital catarinense, o livro contém cerca de 450 ilustrações, entre desenhos, pinturas, reproduções de jornais e fotografias da época, com 20% das imagens inéditas. Ao acreditar que vivemos neste mundo sem saber pra onde se vai, Gilberto destaca a importância de se saber de onde se vem, ou seja, a história e costumes dos nossos ancestrais. “Esse é um aspecto sociológico que precisamos cultivar, pois um povo sem memória é um povo sem futuro. Isso não é saudosismo, mas uma necessidade vital”, explica.   
Durante o lançamento, que reuniu familiares, amigos e convidados, foi possível apreciar, no Hall do Palácio Barriga Verde, um conjunto de painéis do autor, que segundo ele, faz uma síntese da proposta e da história a ser contada. Assinados pelo artista Rodrigo de Haro, os painéis que ficam expostos até o dia 17 são vistos como um prefácio da obra, em tom poético.
Membro da Academia Catarinense de Letras (ACL), o engenheiro civil, historiador e humanista Gilberto Gerlach é conhecido por sua paixão pelo cinema e pela criação do cineclube Nossa Senhora do Desterro, no Centro Integrado de Cultura (CIC), em 1968.  Aos 72 anos, o cinéfilo destaca que não é poeta, escritor, nem contista, mas um pesquisador da história e, acima de tudo, um humanista. “Sempre busquei trabalhar a cultura de modo geral”, frisou.
Entre as suas publicações literárias, a obra “São José da Terra Firme”, lançada em 2007, resgata 200 anos da história do município.

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